Ancelotti muda o jogo na conversa do vestiário e recoloca a Seleção nos eixos

MIAMI GARDENS, FLORIDA - JUNE 24: Carlo Ancelotti, Head Coach of Brazil, walks out of the tunnel for the second half during the FIFA World Cup 2026 Group C match between Scotland and Brazil at Miami Stadium on June 24, 2026 in Miami Gardens, Florida. (Photo by Megan Briggs/Getty Images)
MIAMI GARDENS, FLORIDA - JUNE 24: Carlo Ancelotti, Head Coach of Brazil, walks out of the tunnel for the second half during the FIFA World Cup 2026 Group C match between Scotland and Brazil at Miami Stadium on June 24, 2026 in Miami Gardens, Florida. (Photo by Megan Briggs/Getty Images) -

A autobiografia do técnico Carlo Ancelotti não leva o título “Liderança tranquila” à toa. Afinal, a serenidade, além de um plural de títulos, é a marca que o treinador italiano sustenta desde os tempos em que era volante. Nesta segunda-feira (29), no intervalo contra o Japão, em Houston, no Texas, pela segunda fase da Copa do Mundo, o comandante da Seleção Brasileira utilizou o equilíbrio e a mansidão para acalmar os ânimos de um vestiário apreensivo com a vantagem do rival.

Nada de gritaria, palavras de baixo calão, murros na parede, esporros ou atletas “queimados”. Muito pelo contrário. Ancelotti manteve os contestados Danilo (lateral-direito) e Casemiro (volante) quando a torcida e boa parte da crônica esportiva queriam crucificá-los. O Brasil voltou bem melhor no segundo tempo, virou o jogo, venceu os nipônicos por 2 a 1 e se classificou para as oitavas de final do Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.

Ancelotti não vibra na virada. E não sofre tanto

Frio como um europeu do Norte da Itália, Ancelotti, aliás, no 2 a 1 cravado por Martinelli, nos acréscimos da etapa final, quase não esboçou reação quando a parte verde e amarela do estádio veio abaixo. O banco da Seleção saltou para celebrar. Quase inerte, Carlo Ancelotti, contudo, sequer sorriu e só abraçou seus pares ao apito final, em meio ao turbilhão de emoções daqueles momentos derradeiros no NGR Stadium.

“Sofri menos. Estava confiante. O time estava jogando bem. Depois do gol (do Japão), tivemos dificuldades pela força do rival. É um time respeitável, muito bem organizado e perigoso. Os jogadores são fortes fisicamente. Mas o Brasil jogou. Não foi um time perdido como no primeiro tempo contra o Marrocos. Ninguém pensava que a Seleção não faria um gol”,  pontuou Carleto,

Após o triunfo sobre os asiáticos, os próprios jogadores relataram a forma pela qual Ancelotti corrigiu os rumos e recolocou a Seleção Brasileira nos eixos.

“As coisas não estavam acontecendo como queríamos, principalmente após sofrermos um gol no primeiro tempo. O Ancelotti, então, corrigiu alguns pontos durante o intervalo, nos colocou mais dentro da área e pediu para buscar os cruzamentos. Deu tudo certo e tivemos uma grande atuação coletiva”, destacou, por exemplo, o volante Bruno Guimarães.

Em busca da sexta estrela, o Brasil de Ancelotti volta a campo neste domingo (5), no MetLife, em Nova Jersey, às 17h (horário de Brasília). A Seleção aguarda o confronto entre Noruega e Costa do Marfim para conhecer o seu adversário. As duas equipes se enfrentam nesta terça-feira (30), às 14h, em Dallas.

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