Virou quase uma regra na história recente da Copa do Mundo: os campeões de uma edição voltam a amargar jejum nos torneios seguintes – e com direito a eliminações precoces. A Alemanha é a bola da vez, afinal desde o título de 2014 vive um calvário que parece interminável.
A derrota nos pênaltis para o Paraguai faz com que os alemães cheguem a três Mundiais consecutivos sem sequer chegar às oitavas de final (quando há 16 seleções restantes). Em 2018, defendendo o título, caíram na fase de grupos, assim como em 2022. Desta vez, o time de Manuel Neuer até avançou, mas caiu na segunda fase.
Desde o Brasil em 1958 e 1962 não há um bicampeão. A própria Seleção e a França, no entanto, até conseguiram emplacar três e duas finais em sequência, respectivamente (1994, 1998 e 2022 e 2018 e 2022), mas são exceções à regra.
Além da Alemanha, portanto, outras seleções, como Itália e Espanha, enfrentam o mesmo jejum curioso neste século.
Veja a lista da “maldição”:
França – campeã em 1998, é eliminada na fase de grupos em 2002 sem marcar gol
Brasil – após o penta, em 2002, cai em quatro quartas de final e uma semifinal (com 7 a 1 para a Alemanha, em casa)
Itália – leva a Copa de 2006 e depois cai na primeira fase em 2010 e 2014, além de ficar fora da Copa de 2018, 2022 e 2026
Espanha – conquista o primeiro título em 2010 e é eliminada na fase de grupos em 2014 e, depois, nas oitavas em 2018 e em 2022.
Alemanha – tetracampeã em 2014 e após disso acumula duas quedas precoces em primeira fase e uma na segunda fase, em 2026
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