Thiago Silva: “Minha volta seria um pedido de desculpa”

Thiago Silva: “Minha volta seria um pedido de desculpa”
Thiago Silva: “Minha volta seria um pedido de desculpa” -

Thiago Silva abriu o coração em sua volta ao Fluminense. Em dezembro de 2025, quando encerrou a sua segunda passagem pelo Tricolor, o zagueiro não saiu de bem com a torcida por não cumprir o contrato que iria até junho de 2026 e recebeu críticas. Depois de passagem e saída do Porto, o agora camisa 3 do Flu pensou em se aponsentar, porém mudou de ideia e decidiu voltar ao clube carioca. Ele ficou receoso como seria a reação dos torcedores e ainda fez questão de ressaltar que não abandou o clube naquele momento.

“Eu não saí daqui porque não gostava do Fluminense, eu não abandonei o Fluminense. O que dizem aí não foi um abandono; sim, foi um comunicado lá em outubro para que o Fluminense pudesse se reforçar para o ano seguinte, avisando que eu iria sair. Então, antes da minha saída, eu pensei primeiro no Fluminense, depois em mim. Claro que tinha mais seis meses de contrato a ser cumprido, e eu nunca deixei de lado nenhum contrato na minha vida — foi a primeira vez. Foi realmente uma coisa familiar que fez com que eu tomasse essa decisão. As chances e oportunidades que eu tinha de ir a Londres ver meus filhos eram nas datas Fifa, mas o Fluminense tinha dois jogos atrasados, tanto em outubro quanto em novembro, e eu não consegui ir. Então, fiquei de setembro até dezembro sem ver meus filhos pessoalmente. Isso foi me pegando muito. Enfim, foi uma decisão que foi tomada, mas graças a Deus, se neste momento existe um pedido de desculpa para o torcedor, eu acho que a minha volta seria esse pedido de desculpa.”

Cogitou aponsetadoria

Após encerrar passagem pelo Porto com o título português, Thiago Silva cogitou encerrar a carreira. No entanto, sua mulher e o convite do presidente do Fluminense o fizeram mudar de ideia.

“Então, eu vou ser um pouco sincero assim, porque eu pensei em parar de jogar futebol nesse final de temporada, mas minha esposa falou para mim: ‘Não, você não pode parar dessa maneira, você tem que acabar jogando, você tem que acabar da maneira que você mais fez na vida, que foi jogando futebol’. E dias depois, o presidente viu a minha notícia lá do Porto, que eu estaria saindo, e me fez o convite. Eu apenas falei para ele que precisaria de um pouco mais de tempo para descansar minha cabeça com a minha família. Então, antes de voltar das minhas férias na África, eu acertei com o presidente numa sexta-feira, e na segunda o contrato estava praticamente assinado”, explicou.

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“Pertubação” de Hulk

“Jogar com o Hulk é realmente especial, né? Tudo o que ele fez na carreira. Nos jogos contra ele, contra o Atlético no ano passado, a gente trocou muita ideia. Quando eles vieram treinar aqui no CT, eu vim acompanhar o treino do Sampaoli com o Atlético e fiz o convite para que ele e o Arana pudessem vir para o Fluminense, e para que o Scarpa também pudesse voltar”, disse

“E aí eu estou lá, vem o Arana, chega o Hulk… aí eu mando mensagem para o Hulk: ‘Pô, parabéns por ter ido, o clube é maravilhoso, você vai gostar’. E aí, quando ele chega no CT, acho que ele estava em uma mesa aqui no restaurante, almoçando com o presidente e a comissão. Ele me liga por vídeo e faz o convite para eu voltar também. Achei tudo uma loucura. Eu falei: ‘Hulk, você está louco, calma, cara, não sei o quê, chega aí primeiro’. E aí a gente foi conversando, ele foi me ligando, me perturbando um pouquinho nas minhas férias. Mas naquele momento eu ainda não tinha decidido o que ia fazer da vida. A gente foi conversando, o presidente também mandando mensagem de vez em quando. E com certeza essa vontade do clube em si, das pessoas que trabalham aqui querendo que você volte para casa, foi bem positiva para a minha escolha”.

Sentimento

“Parece que eu nunca saí. Quando eu vim fazendo o caminho novamente, foram passando alguns filmes na cabeça. Parece que foi ontem que eu estava fazendo minha última entrada e saída do CT aqui. Foram seis meses, mas eu acredito que com o coração, com a mente, com a cabeça voltada também de alguma forma ao Fluminense. Minha família torce, minha mãe torcia. Enfim, são memórias realmente importantes que vão ficar marcadas eternamente na minha história, principalmente com o legado que minha mãe deixou para mim.”

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