A diretoria do Vasco protocolou uma petição oficial nesta quarta-feira (1º) para exigir a revogação imediata da intervenção judicial na Vasco SAF. No documento enviado à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o clube associativo argumenta que a chegada da gestão provisória gerou o efeito oposto do esperado. De acordo com o departamento jurídico vascaíno, a medida provocou uma paralisia institucional sem precedentes na estrutura corporativa.
O clube solicita formalmente o retorno de Pedro Paulo de Oliveira (o presidente Pedrinho), Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias aos cargos no Conselho de Administração. Da mesma forma, a petição pede o cancelamento definitivo dos efeitos da nomeação da interventora Samantha Mendes Longo, que renunciou ao cargo na última terça-feira (30) após relatar problemas de segurança. Por fim, o clube busca extinguir a cláusula que obriga o aval da 777 Carioca para a venda do futebol.
Falta de quórum trava decisões e atrapalha contratações no mercado
Na visão do Vasco, a decisão judicial inviabilizou por completo o funcionamento interno da SAF. O afastamento dos três representantes da associação esvaziou o Conselho de Administração, restando apenas um membro em exercício no comitê. Como a própria liminar impede o clube de indicar novos nomes, o órgão hoje carece de quórum legal para deliberar sobre qualquer assunto financeiro ou esportivo.
Essa trava burocrática atingiu em cheio o departamento de futebol no início da janela de transferências internacionais. O imbróglio jurídico causou insegurança nos parceiros comerciais e melou negociações que estavam praticamente fechadas. O clube tinha acordos encaminhados para selar as contratações do técnico português Franclim Carvalho e do meio-campista colombiano Nelson Deossa, mas os profissionais recuaram devido à instabilidade política na Colina Histórica.
Advogados questionam legitimidade da 777 em procuração
Além de pedir a retomada do controle da SAF, o Vasco apontou uma contradição no andamento do processo. Os advogados do clube afirmam que a Justiça comete um erro ao exigir a aprovação da 777 Carioca para a venda das ações, visto que os direitos políticos da empresa americana continuam suspensos na comarca carioca.
Por esse motivo, a associação também exige que a empresa estrangeira apresente novos documentos comprobatórios no processo. Assim sendo, o Vasco contesta a legitimidade da procuração assinada por Mark Shapiro, um dos signatários da companhia americana. Em resumo, o clube alega que os papéis anexados até o momento não servem para demonstrar se o executivo realmente possui poderes legais para representar o grupo de investidores de Nova York em território brasileiro.
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