Mesmo com uma Copa do Mundo em andamento, o futuro não tarda a chegar na Seleção Brasileira. A despeito de reunir remanescentes do Mundial do Qatar (2022) e com um número considerável de jogadores na etapa final da trajetória com a camisa pentacampeã, a equipe verde-amarela, sob a batuta do treinador Carlo Ancelotti, já começou o processo de renovação. Afinal, o tempo viaja na velocidade de um raio, e 2030 é logo ali! Os maiores expoentes deste movimento encabeçado pela comissão técnica do italiano são o centroavante Endrik e o atacante Rayan. Dois garotos na flor da idade, com apenas 19 anos, e amigos desde as categorias de base. Nos Estados Unidos, aliás, os dois, com histórias diferentes, são inseparáveis, conforme as lentes das câmeras dos retratistas já capturaram em diversos momentos.
Apesar de ser muito novo, Endrick, cria da Academia de Futebol do Palmeiras, já conquistou títulos expressivos, como dois Campeonatos Brasileiros pelo Verdão e um Mundial de Clubes pelo Real Madrid. Em 2026, porém, ainda sem vingar na Espanha, o centroavante defendeu o Lyon (FRA) por empréstimo. Em menos de seis meses, o menino de Taguatinga se reinventou em campo, voltou à Seleção Brasileira de forma triunfante, conquistou a torcida e provocou uma comoção social por sua titularidade. De volta aos Blancos, Endrick virou o queridinho da galera uma semana antes e durante o início da Copa do Mundo.
“Fico muito agradecido a Deus por tudo que faz na minha vida e por chegar muito jovem à Seleção, já venho sendo convocado há três anos. É seguir fazendo meu trabalho para continuar ajudando meu país”, disse o centroavante, na última quinta-feira (12), em Basking Ridge, no hotel do Brasil.
Experiência e moral com o Mister
Endrick, embora com boa experiência, ainda não conseguiu o mesmo que Rayan. Ou seja, uma sequência de jogos como titular nesta Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), contra a Noruega, no MetLife, em Nova Jersey, pelas oitavas de final do Mundial, o jogador do Bournemouth (ING) deve engatar o terceiro embate consecutivo entre os 11 iniciais após herdar a vaga de Raphinha, lesionado. O ex-palmeirense vibra com o sucesso do amigo, cria da Barreira do Vasco.
“Eu e o Rayan estávamos vendo até umas fotos da Go Cup (torneio da base). Depois, nos enfrentamos na final da Copa do Brasil Sub-17 e chegamos à Seleção juntos. A gente já vem nesse ciclo de amizade há muito tempo. Tem eu, ele, o Igor Thiago, trocamos resenhas. Acho que, sobre agregar ao time, eu e ele vamos dar a nossa vida sempre. Não imaginávamos estar aqui com 19 anos. É uma vitória, então precisamos merecer a convocação. A partir de agora, são jogos importantíssimos, pelos quais não há margem de erro. Rayan já está fazendo muito pela equipe titular”, colocou Endrick.
Quatro anos para lapidar as joias na Seleção
Os dois, de formas distintas, souberam conquistar o Mister. Endrick pela capacidade goleadora desde os tempos do Palestra e Rayan por seu comprometimento tático e evolução na fase defensiva, com as orientações do professor Fernando Diniz. Esta, aliás, é uma das razões pelas quais Carlo Ancelotti topou renovar com a Seleção Brasileira até julho de 2030, após a Copa da Espanha, Portugal e Marrocos. A safra de novos nomes que ele pode comandar por mais algumas temporadas durante esta transição entre as gerações. Carleto ainda poderá somar Estêvão, do Chelsea (ING), com a mesma idade da dupla e fora do grupo que busca o hexa por uma contusão.
“Rayan é um jogador potente, que tem qualidade e boa atitude em campo. Se apresentou muito bem em uma liga difícil, a Premier League. Pelo que ele está fazendo, merece estar aqui. Endrick é um talento indiscutível. O futuro da Seleção, creio, é positivo. Por isso, assinei quatro anos de contrato”, resumiu Ancelotti.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

