Há sete anos e 10 meses, Lionel Scaloni assumia a seleção da Argentina como um interino com prazo de validade. Nesta sexta-feira, o técnico completará seu 100º jogo com quatro títulos (incluindo a última Copa do Mundo) e status de ídolo no país. Com o time na mão e a mesma base do tri, ele reinicia a caminhada em um mata-mata contra o azarão Cabo Verde. A bola rola às 20h, em Miami.
Sem se apegar aos números, Scaloni só pensa em não falhar na missão de ampliar sua coleção de taças. Desde o início da competição, porém, mostrou bom humor e tranquilidade antes e após as partidas. É verdade que a Argentina passou fácil pela fase de grupos. Mesmo assim, o clima leve chama a atenção. O treinador tem até brincado com a imprensa e não se mostrou fechado a nenhuma pergunta. As coletivas nos Estados Unidos viraram momentos abertos de trocas de ideias.
“Sou o mesmo do primeiro dia, exatamente da mesma forma”, garante Scaloni. “Só mais experiente”.
No total, o treinador conquistou 72 vitórias, 18 empates e perdeu 9 vezes no comando da seleção. Entre 2019 e 2022, chegou a ostentar uma invencibilidade de 36 partidas. Seu time, neste período, passou a ser chamado de “Scaloneta”, mostrando a identidade que deu aos 11 titulares.
Títulos e marcas de Scaloni
2 Copa América (2021 e 2024)
1 Copa do Mundo (2022)
1 Finalíssima (2022)
1º lugar nas Eliminatórias (2023-2025)
Mais da metade dos convocados para a Copa fazem parte do trabalho de Scaloni, praticamente, desde seu início. É o caso do meio-campista De Paul, que foi só elogios ao comandante de 48 anos e faz eco entre as principais referências da seleção, como Dibu, Lautaro e Messi.
“(Scaloni) me ensinou muita coisa. Me fez entender que a vida te pode levar a muitos lugares, e o mais importante é que somos pessoas que jogam futebol. Essa frase é muito importante, porque atrás de cada jogador há uma pessoa com problemas, satisfações, sonhos… Quando a pessoa que te guia entende isso, você se sente em um lugar acolhedor, que pode estimular as suas virtudes”, filosofou.
Apoio das principais referências
Caso confirme o favoritismo e supere Cabo Verde, a Argentina vai medir forças contra Austrália ou Egito nas oitavas. Depois, pode pegar Colômbia, Suíça ou Gana. Uma rota que não parece tão complicada, mas Scaloni não quer tirar o foco dos africanos.
“(Cabo Verde) É um time que não perdeu. Em umas partidas, mereceu até ganhar. Sofreu contra Espanha e Uruguai, mas se defendeu bem. É um bom time, já tínhamos visto, estamos analisando há muito tempo por ter sido um possível rival. Não chegaram até aqui à toa”, acredita.
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