A Federação Alemã de Futebol (DFB) definiu seu principal alvo para substituir Julian Nagelsmann no comando da seleção: Jurgen Klopp. O treinador deixou o cargo após a eliminação da Alemanha para o Paraguai, nos pênaltis, ainda na primeira fase do mata-mata da Copa do Mundo de 2026. No entanto, a chegada de Klopp depende da autorização da Red Bull.
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Desde janeiro de 2025, Klopp ocupa o cargo de diretor global de futebol da empresa e tem contrato até 2029. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Bild, nesta sexta-feira (3), o vínculo não prevê uma cláusula de rescisão, o que obriga a DFB a negociar diretamente com a Red Bull e com o CEO da companhia, Oliver Mintzlaff.
Ainda de acordo com a publicação, Klopp vê com bons olhos a possibilidade de assumir a seleção alemã. Porém, caso a Red Bull aceite liberá-lo antes do fim do contrato, Mintzlaff deve exigir uma compensação financeira de aproximadamente 1 milhão de euros (R$ 5,9 milhões). Se isso acontecer, será a primeira vez que a DFB pagará uma quantia para contratar um técnico da seleção.
Mintzlaff, que assumiu o comando da Red Bull em novembro de 2022, é conhecido pela habilidade em negociações. Antes de chegar ao cargo atual, foi o principal executivo do RB Leipzig entre 2014 e 2022, período em que ajudou a consolidar o clube entre os principais da Alemanha. Curiosamente, a função exercida hoje por Klopp na empresa já foi ocupada pelo próprio dirigente.
Responsável por transferências impactantes
O executivo também construiu fama por conduzir negociações de alto valor no mercado. Foi ele quem acertou a venda de Julian Nagelsmann ao Bayern de Munique por cerca de 25 milhões de euros (R$ 148 milhões). Além disso, participou das tratativas que levaram à transferência de Josko Gvardiol para o Manchester City por aproximadamente 90 milhões de euros (R$ 533 milhões), tornando o croata o zagueiro mais caro da história na época.
Além da atuação na Red Bull, Mintzlaff integra o conselho da Associação Europeia de Clubes (ECA) e o conselho fiscal da Adidas. Ele também mantém boa relação com a Federação Alemã e já participou do grupo de especialistas que auxilia a seleção nacional. Agora, porém, ocupa o lado oposto da mesa: é dele a decisão que pode facilitar ou impedir a chegada de Klopp ao comando da Alemanha.
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