A eliminação dos Estados Unidos para a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 repercutiu além das quatro linhas. Após a vitória belga por 4 a 1, jornais de diversos países destacaram o resultado com ironias direcionadas ao presidente americano, Donald Trump, e ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em meio à polêmica envolvendo Folarin Balogun.
O jornal Nieuwsblad afirmou que Trump e Balogun “sofreram um sério revés” após a derrota americana. Em tom provocativo, o veículo ainda debochou do líder americano ao citar seu famoso slogan: “Quem você vai chamar agora, Donald? Vamos fazer a Bélgica grande novamente.”
Na mesma linha, o Laatste News escreveu: “Você não precisa mais ligar para ninguém.”. O Le Soir, também da Bélgica, adotou o mesmo tomo na capa: “Alô, Donald?”
Na Alemanha, o Bild destacou: “A Bélgica vinga o mundo do futebol. Antes da partida, todos falavam do escândalo do cartão vermelho da Fifa. Depois da partida, tudo o que se fala são os Diabos Vermelhos.”
Na Espanha, o Marca ressaltou que “Nem mesmo Trump consegue evitar o inevitável”, ao comentar a classificação belga.
Na Itália, o Gazzetta dello Sport adotou um tom ainda mais ácido. “Donald Trump agora sabe que o futebol é mais complexo do que simplesmente escalar um jogador suspenso, desafiando todas as regras. Mas ele deveria ter conhecido aquele velho ditado anglo-saxão: ‘o karma é uma vadia’, como também dizemos por aqui”, escreveu a publicação.
Americanos reconhecem a derrota
Porém, a imprensa dos EUA reconheceu a superioridade da seleção belga. O New York Times, inclusive, classificou a atuação americana como “decepcionante” e observou que Balogun “passou despercebido após a controvérsia.” Já o New York Post afirmou que a equipe foi “humilhada” pelos europeus.
O jornal nova-iorquino também destacou a comemoração dos jogadores belgas, que repetiram a “dança de Trump” após o apito final. O gesto, aliás, reforçou a provocação iniciada pela Federação Belga de Futebol nas redes sociais e marcou o encerramento de uma partida que, segundo a imprensa americana, representa uma derrota da qual os Estados Unidos “terão dificuldade em se recuperar.”
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