O nome do argentino Nestor Lorenzo nunca apareceu em destaque aos olhos de quem curte futebol nas últimas décadas. Mesmo aos 60 anos, o técnico da Colômbia só ganhou o primeiro título em 2021, com o Melgar, no Peru. Ainda assim, é muito respeitado no meio por seu trabalho como auxiliar e conhecimento tático. Inclusive, foi um dos mentores de Messi no início da caminhada do craque na seleção da Argentina.
Nesta terça-feira, às 17h, os colombianos entram em campo para enfrentar a Suíça de olho em igualar a melhor campanha do país em uma Copa do Mundo. Afinal, a única vez em que esteve nas quartas de final foi em 2014, quando caiu para o Brasil.
Lorenzo conhece muito bem a equipe que tem em mãos. Além de ter já estar no quarto ano de trabalho, ele era auxiliar de José Pékemann justamente neste Mundial de 12 anos atrás. Antes disso, entre 2004 e 2006, já seguia o veterano na própria seleção da Argentina. Por sinal, foi nessa época em que convocaram Messi pela primeira vez. Com sua experiência de ex-zagueiro da seleção, deu conselhos ao futuro melhor do mundo e ajudou a moldá-lo no dia a dia.
Sempre que fala do ex-pupilo, Nestor Lorenzo rasga elogios e o coloca em um patamar acima de qualquer outro jogador contemporâneo.
“Quando me ofereceram de colocar os melhores do mundo em uma revista europeia, disse que Messi nem poderia estar na disputa, porque sempre vai ser ele. É o melhor enquanto estiver jogando”, declarou o treinador.
Final da Copa com Maradona
Não foi só o maior artilheiro das Copas que conviveu com Nestor Lorenzo. Quando era zagueiro, teve seu ápice na carreira ao ser convocado para a Copa de 1990. Assim, viu Maradona brilhar a seu lado. Naquele Mundial, ele atuou em três partidas, inclusive na final que a Argentina perdeu para a Alemanha.
Em clubes, sua trajetória foi modesta. Começou no Argentinos Juniors e acumulou passagens por San Lorenzo, Banfield e Ferro Carril e Boca Juniors, onde pendurou as chuteiras como reserva, junto com Maradona. No exterior, defendeu o Bari-ITA e o Swindon Town, da segunda divisão da inglesa.
Ótimo trabalho na Colômbia
Contratado para evitar que a Colômbia ficasse fora de mais um Mundial, Lorenzo logo acertou o time e alcançou uma invencibilidade incomum. Foram quase 30 partidas, interrompidas pelas derrotas em amistosos preparatórios (para Croácia e França).
“Agora, sou eu que tomo as decisões, e isso é uma responsabilidade muito grande. Não sentaria no banco de uma equipe se não penso em ganhar. Eu creio que a Colômbia pode chegar longe. Aspiramos chegar ao último dia, à final. É trabalhar muito e sempre sonhar”, disse, às vésperas de iniciar a Copa.
Com três vitórias e um empate até aqui no torneio, chega com moral para superar a Suíça e, talvez, marcar um encontro com a Argentina nas quartas de final.
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