Defesa de Julio Casares rebate suspeitas sobre contas do São Paulo

Defesa de Julio Casares rebate suspeitas sobre contas do São Paulo
Defesa de Julio Casares rebate suspeitas sobre contas do São Paulo -

A defesa do ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, divulgou uma nota oficial para rebater as suspeitas de irregularidades envolvendo movimentações financeiras durante sua gestão no clube, entre 2021 e 2026. Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine afirmam que todas as operações possuem “origem lícita e legítima”. Além disso, sustentaram que os valores movimentados estavam devidamente registrados na contabilidade da instituição.

O posicionamento foi divulgado após o vazamento de depoimentos prestados à Polícia Civil e ao Ministério Público. As declarações de testemunhas apontam que Casares realizava retiradas mensais de aproximadamente R$ 100 mil em espécie. Segundo os relatos, os recursos estavam sendo justificados internamente como despesas com ações promocionais e aquisição de ingressos.

As testemunhas também afirmaram à força-tarefa que o dinheiro era colocado em envelopes e entregue na sala da presidência. Depois, acabava sendo retirado por Casares em uma sacola. Além disso, as investigações apontam o envolvimento de Marcio Carlomagno, ex-integrante da gestão, que seria responsável por assinar os recibos das quantias entregues.

Atualmente, o São Paulo figura como possível vítima em três inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de capitais, corrupção no clube social e um suposto esquema de exploração clandestina de camarote no MorumBIS.

O que diz a defesa do ex-presidente do São Paulo

Na nota, a defesa sustenta que os recursos classificados como “ações promocionais” tiveram destinação específica. Além disso, estavam regularmente registrados pela Diretoria Financeira e pela Contadoria do clube.

“A defesa de Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, com vistas a restabelecer a verdade, reitera que todas as movimentações financeiras de Julio Casares possuem origem lícita e legítima.”

Os advogados também explicam a utilização da rubrica contábil mencionada na investigação.

“No tocante a rubrica ‘ações promocionais’, reitera que tudo se acha regularmente acautelado na Contadoria do Clube. O numerário, que transitou pela conta contábil do SPFC, alocado nas movimentações financeiras em jogos e constante da pasta contábil ‘adiantamentos em jogos’, foram disponibilizados pela Diretoria Financeira e Contadoria do Clube para serem utilizados em despesas recorrentes de, no mínimo, 172 jogos do SPFC em diversas competições. Ou seja, tudo com destinação certa, específica e formalmente contabilizada.”

Polêmica de ingressos

Contudo, sobre a utilização de ingressos, a defesa argumenta que a prática faz parte da política institucional do clube e não representa benefício financeiro.

“Com relação a ingressos, esclarece que todos os diretores, conselheiros, coordenadores de grupos políticos, atletas e familiares têm quota determinada de ingressos cortesia para eventos que são sediados no Estádio do São Paulo Futebol Clube. Referidos ingressos, também disponibilizados para fins de relacionamento institucional e comercial, acabam sendo permitidos pela política do Clube e não possuem valor financeiro.”

Além disso, os advogados criticaram o vazamento de informações protegidas por segredo de Justiça. Aliás, segundo a defesa, houve divulgação seletiva de documentos da investigação.

“Por fim, a defesa repudia de forma veemente o seletivo vazamento do conteúdo de investigações que tramitam, por determinação do Poder Judiciário, sob sigilo. Causa estranheza e inquietação que a parcial inobservância do sigilo decretado pelo Poder Judiciário ocorra após o compartilhamento de peças selecionadas com o São Paulo Futebol Clube. De toda sorte, a defesa e seu constituinte confiam na seriedade das instituições e autoridades, que certamente apurarão – e responsabilizarão – os envolvidos.”

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