Um laço histórico une Noruega e Inglaterra, que se enfrentam às 18h deste sábado pelas quartas de final da Copa do Mundo. Afinal, os temidos vikings invadiram o território inglês e dominaram várias regiões por cerca de 200 anos, deixando como herança até mesmo parte do vocabulário.
Os ataques começaram no século VIII, com o objetivo inicial de saquear a região. Geograficamente, os países são próximos, o que fazia com que os vikings crescessem seus interesses comerciais. Nem mesmo o suborno das autoridades britânicas evitou que eles, pouco a pouco, se estabelecessem.
A presença foi tão forte e longeva que o idioma passou a se misturar. Então, palavras nórdicas, como egg (ovo), sky (céu), window (janela) e knife (faca) foram incorporadas definitivamente. Além disso, thursday (quinta-feira) é uma reverência ao deus Thor. Neste período, por sinal, dois terços da Inglaterra chegaram a ser governada por quatro reis vikings, entre 1013 e 1042.
Reconquista inglesa
No entanto, uma rebelião nativa, chamada de Batalha de Stamford Brige (o mesmo nome do estádio do Chelsea), garantiu a reconquista das áreas dominadas, no ano de 1066. Estima-se que a população era de 1 milhão de habitantes antes das invasões e triplicou de tamanho no período, promovendo a mistura étnica.
Séculos depois disso, as nações voltaram a ter boas relações diplomáticas, a partir da reparação dos noruegueses e de parcerias comerciais. Em 1251, o rei da Noruega presenteou o rei Henrique III com um urso polar. O animal teria ficado na Torre de Londres e, eventualmente, era levado para nadar no rio Tâmisa.
Auxílio na II Guerra Mundial
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista tentou ocupar o território norueguês, mas os ingleses enviaram tropas para ajudar no combate e impediram a invasão. Desde então, há um laço de respeito e gratidão entre as partes.
No futebol, houve momentos de rivalidade, mas as seleções se enfrentam em Miami, neste sábado, sem resquícios de problemas antigos. Aliás, dois dos craques nórdicos jogam no futebol inglês: Martin Odegaard, do Arsenal, e Erling Haaland, do Manchester City, são muito respeitados na Premier League.
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