A Copa dos “filhos da diáspora” pode ter também um campeão importado no banco de reservas pela primeira vez. Afinal, o alemão Thomas Tuchel levou a Inglaterra às semifinais com a vitória sobre a Noruega, neste sábado, em Miami. Os outros treinadores restantes no Mundial são nativos dos países para os quais trabalham.
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A França tem seu ex-capitão Didier Deschamps. Já a Espanha é liderada pelo experiente Luis de la Fuente. Argentina e Suíça ainda se enfrentam pela última vaga e contam com ex-jogadores de suas seleções no comando. Deste confronto sairá o rival dos britânicos na luta pela decisão.
Portanto, Tuchel é o único que pode quebrar uma escrita de 96 anos de Copa. Nunca houve um técnico que não falasse, originalmente, a língua do campeão. Entre os favoritos, Brasil e Portugal também “gringos” no banco. Mas o italiano Carlo Ancelotti e o espanhol Roberto Martínez ficaram pelo caminho, respectivamente.
Finalistas em 1958 e 1978
Nem mesmo na final no Mundial é comum ter um comandante de nacionalidade diferente. Os únicos foram o inglês George Raynor, que liderou a Suécia em 1958 até a perda do título para o Brasil, e Ernst Happel, austríaco que levou a Holanda até a decisão contra a Argentina em 1978.
Contratado em 2025, Thomas Tuchel assinou contrato com os ingleses até 2028. Ou seja, também deve disputar a próxima Eurocopa. Ele tem passagem de destaque por PSG, Borussia Dortmund, Bayern de Munique e Chelsea antes de assumir os campeões de 1966.

