O Botafogo associativo acionou um dispositivo previsto no acordo de acionistas para assumir o controle de sua SAF. Afinal, o clube entende que John Textor descumpriu uma das obrigações de aporte de capital e, por isso, exerceu o chamado bônus de subscrição, passando a considerar que agora detém 51% das ações da SAF.
A alegação, segundo informação publicada pelo “Uol” nesta segunda-feira (13/7), é de que a Eagle Football simulou o pagamento de uma das parcelas do aporte de R$ 100 milhões previsto em contrato. Na prática, o dinheiro chegou ao Botafogo, mas retornou ao Lyon (FRA) pouco depois por meio de operações classificadas como empréstimos.
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O primeiro repasse aconteceu em março de 2024, quando o Lyon transferiu 10,9 milhões de euros (R$ 58,8 milhões na cotação da época) para a SAF como integralização de capital. No mesmo dia, porém, R$ 10 milhões voltaram ao clube francês em forma de empréstimo.
Já em abril, o Lyon realizou outras duas transferências; de R$ 55 milhões e R$ 677 mil, que, em tese, completariam o aporte de R$ 100 milhões. No entanto, dias depois, os valores também retornaram ao Lyon, novamente por meio de empréstimos.
Diante disso, o Botafogo afirma que o aporte nunca se deu efetivamente. Segundo o documento, houve apenas uma sequência de “atos simulados, fraudulentos e prejudiciais à SAF”. Isso porque os recursos nunca ficaram, de fato, à disposição do clube para investimento.
Botafogo recupera ações?
Com esse entendimento, o associativo acionou o bônus de subscrição, mecanismo contratual que, segundo sua interpretação, eleva sua participação de 10% para 51% das ações da SAF e reduz a fatia da Eagle para 49%. A notificação chegou no fim de semana à Cork Gully, empresa responsável pela liquidação da Eagle Bidco na Inglaterra, assinada pelo presidente João Paulo Magalhães Lins.
Caso esse entendimento seja validado, o Botafogo acredita que poderá vender 41% das ações para a GDA Luma Capital por um valor previamente definido. A Eagle, por sua vez, seria obrigada a negociar os seus 49% pelo mesmo preço. Assim, ao fim da operação, o clube associativo voltaria a ter 10% da SAF, enquanto a GDA assumiria os outros 90%.
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