Quatro árbitras que fazem ou fizeram parte do quadro da Federação Cearense de Futebol (FCF) denunciaram o presidente (afastado) da Comissão de Arbitragem da entidade, Paulo Silvio Santos, de 55 anos, por supostos crimes de natureza sexual. A Polícia Civil do Ceará investiga o caso, que reúne relatos de assédio, importunação sexual e, em uma das denúncias, estupro por parte de Santos, que solicitou licença de 30 dias na última terça-feira (14/7).
As árbitras, segundo publicação do “ge” desta quarta (15/7), sem nomes revelados, prestaram depoimento na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza na última terça. As denunciantes afirmam que os episódios teriam ocorrido de forma recorrente desde 2018. Elas relataram, assim, convites insistentes para encontros e mensagens incompatíveis com o ambiente de trabalho. Além disso, toques físicos sem consentimento e supostas promessas de favorecimento nas escalas de arbitragem.
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Polícia Civil do Ceará investiga o caso
De acordo com os relatos, três das denunciantes também solicitaram medidas protetivas contra o dirigente. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará confirmou que a Polícia Civil investiga o caso por meio da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza.
Após as denúncias, a Federação Cearense de Futebol informou que instaurou uma investigação interna para apurar os fatos. Além disso, Paulo Silvio solicitou licença do cargo por 30 dias. Durante o período, o vice-presidente da Comissão de Arbitragem, Almeida Filho, assumirá as funções do setor. Paulo era o presidente desde 2016.
Em nota, a FCF informou que o afastamento ocorreu a pedido do próprio dirigente. A entidade também avalia mudanças no comando da Comissão de Arbitragem após o fim do período de licença. Até o momento, não há conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil nem da apuração interna aberta pela Federação Cearense de Futebol.
Paulo Silvio nega alegações
Ainda de acordo com o “ge”, Paulo Silvio Santos nega as alegações contra sua pessoa. Sua defesa, afinal, lançou nota afirmando que as declarações apresentadas às autoridades representam “versões unilaterais”.
“O Sr. Paulo Silvio nega, de forma veemente, as alegações que lhe são atribuídas e afirma que jamais praticou qualquer conduta de assédio sexual, importunação sexual, violência sexual ou qualquer outro ato ilícito. As declarações divulgadas até o momento representam versões unilaterais apresentadas perante a autoridade policial, as quais serão devidamente analisadas no curso da investigação. A defesa confia que a apuração será conduzida com imparcialidade, observando-se o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e, sobretudo, a presunção de inocência, garantia constitucional que impede qualquer juízo antecipado de responsabilidade”, diz parte da defesa.
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