Gianni Infantino caminha para ser reeleito presidente da Fifa por mais um mandato. De acordo com informações publicadas pelo jornal britânico The Guardian nesta sexta-feira (17), o dirigente suíço já conta com o apoio formal de mais de 200 das 211 federações filiadas à entidade, o que torna sua permanência no cargo praticamente garantida na eleição marcada para março.
Até o momento, apenas um pequeno grupo de federações ainda não oficializou apoio a Infantino. Entre elas está a Alemanha, considerada a principal ausência entre os países europeus. O prazo para registro de candidaturas termina em 18 de novembro e, por enquanto, o atual presidente é o único nome na disputa.
Ainda de acordo com a publicação, algumas federações relataram ter sofrido pressão da própria Fifa para formalizar apoio ao dirigente, prática que, em tese, contraria o código de ética da entidade.
Mesmo após a polêmica envolvendo o perdão da suspensão de Folarin Balogun, caso que gerou críticas principalmente na Europa, Infantino mantém ampla vantagem. O apoio europeu, inclusive, não é decisivo para sua reeleição. Isto porque a maior parte das federações do continente, incluindo a Inglaterra, já declarou respaldo ao presidente.
Nos bastidores, dirigentes europeus discutiram a possibilidade de lançar um candidato alternativo, mas a falta de consenso dificulta qualquer movimento. Fontes ligadas à Uefa acreditam que, mesmo sem chances reais de vitória, uma candidatura de oposição poderia estimular um debate sobre a governança da Fifa.
As federações filiadas à entidade se reunirão neste sábado, em Nova York. A expectativa, porém, é que o encontro seja voltado principalmente para questões financeiras da Copa do Mundo e para a distribuição de recursos às associações nacionais, deixando as recentes polêmicas fora da pauta.
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