Quem se valorizou na Copa do Mundo? Veja lista de jogadores que viraram estrelas

Quem se valorizou na Copa do Mundo? Veja lista de jogadores que viraram estrelas
Quem se valorizou na Copa do Mundo? Veja lista de jogadores que viraram estrelas -

Com o fim da Copa do Mundo, sobram as memórias de jogadores que brilharam nos gramados e fizeram com que o torneio tivesse muita história para contar. Além dos craques consagrados, de quem já se esperava muito, dezenas de outros nomes se valorizaram bastante no último mês com suas atuações.

O Jogada10 criou uma lista com representantes de 25 das 48 seleções, dos quais quase todos passaram pela fase de grupos. Em Cabo Verde, por exemplo, Vozinha ganhou companhia após a campanha histórica e também puxa a fila com vários goleiros. Já o México e a Espanha emplacaram três destaques.

Vale lembrar que nomes como Messi, Mbappé, Vini Jr, Kane, Bellingham, Haaland e até Rodri, escolhido pela Fifa como o Bola de Ouro da Copa, já estavam na previsão da lista de melhores jogadores. Portanto, não integram o grupo abaixo.

Brasil – Bruno Guimarães e Rayan

Com gol e assistências, o meio-campo Bruno Guimarães vinha fazendo uma Copa espetacular até o jogo da eliminação, contra a Noruega, quando perdeu um pênalti. Mesmo assim, se valorizou e tem recebido propostas para trocar o Newcastle pelo Arsenal na Inglaterra.

Já Rayan, de 19 anos, mostrou maturidade tática e bom trabalho ofensivo para ganhar a vaga de titular no time de Carlo Ancelotti após a lesão de Raphinha. O caminho natural é trocar o pequeno Bornemouth por um gigante em breve.

Espanha – Cubarsí, Pedro Porro e Cucurella

A revelação do Barcelona ganhou o prêmio de Melhor Jogador Jovem da Copa, também aos 19, superando seu compatriota Lamine Yamal. Pau Cubarsí foi o principal nome da defesa mais eficiente da Copa, com apenas um gol sofrido.

A dupla de laterais teve um desempenho ofensivo de alto nível e não comprometeu lá atrás. Porro marcou dois gols, enquanto Cucurella comprovou sua excelente fase, inclusive trocando o Chelsea pelo Real Madrid, por 55 mihões de euros (cerca de R$ 330 milhões), durante a competição.

Argentina – Lizandro Martínez

Messi carregou a seleção vice-campeã ofensivamente, com dez gols e quatro assistências, mas lá atrás quem segurou a bronca muitas vezes foi Lisandro, do Manchester United. Zagueiro de baixa estatura (1.76m), ainda foi exemplar na saída de bola, marcou um gol e deu passe perfeito para Messi abrir o placar contra Cabo Verde.

É verdade que Dibu Martínez fez uma ótima final, mas o próprio goleiro admitiu que não estava satisfeito com sua Copa até então. Sofreu seis gols em quatro partidas da segunda fase à semifinal. Então fica fora da lista.

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Inglaterra – Spence e Gordon

O versátil Djed Spence teve ótimo papel nos jogos decisivos, principalmente como lateral-esquerdo. Até a virada da Argentina, na semifinal, poderia ser considerado o melhor em campo. Ele tem 25 anos e, hoje, defende o Tottenham.

Já Anthony Gordon chegou a dividir o protagonismo com Bellingham e Kane em alguns momentos, como na excelente atuação diante do México, pelas oitavas, e no gol marcado contra a Argentina, que por pouco não deu a vaga na final aos ingleses.

Antes da Copa, surpreendeu o mundo da bola pelas cifras que o Barcelona pagou ao Newcastle para contratá-lo (o equivalente a quase R$ 470 milhões). Porém, mostrou que vale o investimento e vai liderar, junto com Bellingham, a nova geração inglesa.

Noruega – Nyland e Patrick Berg

O experiente goleiro noruguês vinha fazendo uma Copa de alto nível, já que brilhou contra o Brasil com quase dez defesas, inclusive pegando um pênalti. Falhou em um dos gols da Inglaterra, mas não apagou o destaque que teve. Aos 36 anos, deve acertar com algum clube após amargar a reserva no Sevilla.

Dono do meio de campo da equipe, Berg foi muito eficiente na distribuição do jogo e deu a sustentação necessária para Odegaard e Haalando brilharem. Ele joga no Bodo/Glimt, equipe local da Noruega, e desperta interesse das principais ligas.

Marrocos – Ounahi e Salibari

Hakimi e Brahim Díaz já eram os astros marroquinos e fizeram boa Copa, mas Ounahi brihou intensamente. O meia do Girona fez dois gols contra o Canadá, pelas oitavas de final, e saiu do torneio muito maior do que entrou.

Já Ismael Salibari, de 25 anos, balançou as redes três vezes e trocou o PSV, onde viva grande fase, pelo poderoso Bayern de Munique durante o Mundial. A transferência para os alemãos custou 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 296 milhões).

Bélgica – Tielemans e De Ketelaere

O volante belga foi o principal destaque de sua seleção na competição. Afinal, foi decisivo para a virada sobre Senegal, com dois gols, além de ser o articulador das jogadas. Tielemans provou que pode substituir De Bruyne na atual geração da seleção.

Aos 25 anos, o atacante De Ketelaere desbancou o ídolo Lukaku, marcou três vezes e deu uma assistência em sua primeira Copa. Ele joga pela Atalanta.

Suíça – Kobel e Manzambi

O goleirão teve a missão de substituir Yann Sommer, um dos melhores do mundo e que se aposentou da seleção. Com defesas arrojadas até em disputa de pênaltis, contra a Colômbia, Kobel levou a Suíça às quartas de final, onde também foi muito bem no tempo normal contra a Argentina.

Se não fosse a lesão que sofreu durante a Copa, Manzambi brigaria para ser a revelação da Copa. O meia-atacante de 21 anos fez ótima fase de grupos, com três gols, mas foi desfalque nas últimas duas partidas. Ainda assim, trocou o Freiburg pelo Aston Villa em meio ao Mundial.

Canadá – Eustáquio e Jonathan David

A fera do meio de campo canadense fez um torneio sólido, com poucos erros de passe e ainda marcou o belo gol da passagem às oitavas, sobre a África do Sul. Com família de origem portuguesa, Eustáquio joga no Porto.

O atacante, por sua vez, brilhou na fase classificatória e chegou a liderar a artilharia com seus três gols. David não fez a torcida sentir falta do ídolo Alphonso Davies. Volta para a Juventus com outro status para a temporada 2026/27.

Estados Unidos – Tillman e Balogun

Até a reta final da Copa, Tillman figurava entre os melhores da posição. O meia norte-americano liderou os principais anfitriões do Mundial com gols e assistências, provando que está na primeira prateleira do futebol europeu. Ele defende o Bayer Leverkusen e, apesar dos 28 anos, esteve em seu primeiro Mundial.

Pivô da polêmica sobre a anulação de sua expulsão, Balogun não merece ser lembrado apenas por isso. Afinal, se até o presidente Donald Trump brigou para que pudesse enfrentar a Bélgica, isso significa que o atacante de 25 anos fez por onde. Foram três gols e ótimas atuações nas fases iniciais.

México – Mora, Gimenez e Quiñonez

Ofensivamente, o México brilhou muito na quarta Copa que sediou. Quiñones, que atua no futebol árabe, fez quatro gols e se tornou o principal destaque do time. Já o veterano Jiménez contribuiu com três, jogou muita bola e reforçou seu posto de astro local.

Já o prodígio Giberto Mora, de 17 anos, conquistou seu espaço na seleção e mostrou que vai ser um craque mundial. Não por acaso, o Tijuana vem recebendo propostas cada vez maiores para vender o meia.

Colômbia – Muñoz

Os colombianos mostraram muita força defensiva nesta Copa, e Muñoz fez muito bem seu papel tanto atrás quanto lá na frente. Afinal, o lateral-direito marcou dois gols e disputa com o campeão do mundo Pedro Porro o posto de melhor da posição. Ele é titular do Crystal Palace, mas outros clubes maiores da Premier League passaram a ficar de olho no jogador de 30 anos.

Portugal – Diogo Costa

O Mundial foi frustrante para Portugal e nenhum jogador da linha ofensiva brilhou. Porém, o goleiro do Porto, de 26 anos, evitou o vexame com ótimas defesas contra a Colômbia, no empate sem gols, e também frente a Espanha, quando foi vazado somente uma vez – e no fim da partida.

Paraguai – Orlando Gill e Enciso

A façanha de derrubar a Alemanha assegurou destaque para dois paraguaios. O goleiro Orlando Gill foi muito bem no tempo normal e ainda pegou pênalti. Já Enciso de 22 anos, superou uma lesão que quase o tirou do Mundial e marcou sobre os alemães, reforçando o status de promessa do país.

Egito – Mostafa Shobeir

Mais um goleiro que saiu grandão da Copa. Shobeir não só foi bem na fase de grupos, como pegou um pênalti de Messi nas oitavas. De tanta pressão dos argentinos, sofreu três gols no fim da partida, nos quais não teve culpa e não apagam o brilho que teve. Ele defende as cores do Al-Ahly, do Egito.

Holanda – Brobbey

A eliminação precoce da Holanda, ao menos, deu destaque ao atacante de 24 anos. Brian Brobbey, do Sunderland, marcou três gols e indicou que a Laranja Mecânica tem potencial para o futuro. Foi ele que deixou Memphis Depay no banco de reservas durante a competição.

Áustria – Schlager

O ótimo goleiro austríaco teve muito trabalho na Copa e registrou grandes defesas contra a Jordânia, quando assegurou a vitória de sua seleção e diante da Argentina de Messi durante a fase de grupos. Já no mata-mata, fez sete defesas difíceis contra a Espanha e evitou uma goleada.

Bósnia – Ermin Mahmić

O meia de 21 anos mostrou que a Bósnia não tem só jogadores grandes e fortes. Afinal, fez dois gols e desfilou seu talento, mesmo vindo do banco de reservas. Hoje, Mahmić defende o Slovan Liberec, da República Tcheca, mas talvez não fique lá por muito tempo.

Senegal – Ismaïla Sarr

Africano com mais gols no Mundial, Sarr fez o possível para levar Senegal adiante. Marcou quatro vezes, inclusive no mata-mata contra a Bélgica, mas a defesa de sua seleção pôs tudo a perder no fim. Ele é um dos pontas do elenco do Crystal Palace.

Japão – Suzuki e Ueda

A fama de primeiro goleiro negro da história do Japão ficou de lado quando Zion Suzuki começou a fechar o gol na Copa. Fez o possível para segurar o empate com a Holanda, na fase de grupos, e quase foi o responsável por eliminar o Brasil, com boas defesas. Suzuki é do Parma-ITA e tem apenas 23 anos.

Já Ueda fez dois belos gols contra a Tunísia e mostrou o brilho individual no sistema coletivo do Japão. Tem contrato com o Feyernoord-HOL, onde veste a camisa 9.

Costa do Marfim – Diomandé e Diallo

Disputado antes mesmo de a bola rolar no Mundial, Diomandé mostrou seu valor pela Costa do Marfim com dois gols. O rápido ponta já fechou com o PSG, atual bicampeão europeu, deixando o RB Leipzig, da Alemanha.

Outro atacante marfinense, Diallo também guardou dois, inclusive um sobre a Noruega, pela segunda fase. Mas viu Haaland resolver no fim. Por pouco, portanto, não foi o herói de sua seleção, com uma inédita classificação.

RD Congo – Yoane Wissa

De volta ao Mundial após 52 anos, quando ainda era o Zaire, o país teve o brilho do atacante do Newcastle. Afinal, Wissa marcou duas vezes e garantiu a classificação da seleção, que caiu frente a Inglaterra em virada nos acréscimos.

Cabo Verde – Vozinha, Diney Borges, Sidny Cabral e Jovane Cabral

A grande história entre os azarões da Copa certamente é a de Cabo Verde. Primeiro, o goleiro Vozinha, de 40 anos, parou a futura campeã Espanha, com oito defesas. Depois, fez frente a Argentina de Messi e saiu do torneio sem nenhum derrota no tempo normal.

Aliás, o camisa 1 ganhou mais de 18 milhões de seguidores no Instagram e, apesar da idadade avançada, tem sondagens de clubes brasileiros, portugueses e do Colo-Colo. Vale lembrar que ele começou o Mundia desempregado.

Mas Vozinha não foi o único a se destacar. O lateral Sidny Cabral mostrou talento, fez um golaço e já assinou com o Trabsonzpor, da Turquia. Já Diney Borges foi o xerife da zaga e virou reforço do Al Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos. Por fim, o meia-atacante Jovane Cabral, ex-Estrela Amadora, teve muito bom desempenho e agora vai jogar o Brasileirão pelo Grêmio.

Austrália – Beach e Irakunda

A classificação australiana para a segunda fase tem relação direta com seu goleiro. Afinal, Patrick Beach, de 22 anos, agarrou tudo na estreia, contra a Turquia, e o time saiu com os três pontos. Diante do Egito, fez ótima defesa nos acréscimos, mas foi substituído pelo veterano Matthew Ryan na disputa de pênaltis.

O goleiro nunca foi titular até o Mundial e, por causa da Copa, se tornou um dos rostos do futebol do país. Ele defende o Melbourne City.

Nova Zelândia – Elijah Just

Marcar três gols por uma seleção que sequer passou de fase é uma façanha exclusiva para Just. O atacante de 26 anos fez o que pôde para conduzir os neo-zelandeses, mas os dez gols sofridos não permitiram sonhar. Ele volta com moral para a temporada no Motherwell, da Escócia.

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