A CBF iniciou uma investigação sobre as apostas em torno do cartão amarelo que Lucho Acosta, do Fluminense, recebeu contra o Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Um relatório da Sportradar, empresa que a Fifa contratou, apontou um volume de apostas suspeitas. A confederação avisou órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público e o STJD. O UOL divulgou a informação.
Além dos órgãos, o Fluminense também já foi notificado. Lucho Acosta, entretanto, negou irregularidade por meio da assessoria o clube.
“O Fluminense FC recebeu notificação sigilosa da CBF sobre o fato e informa que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes. O atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade”, em nota.
A casa de apostas Stake reportou um volume anormal de apostas no cartão amarelo de Lucho Acosta neste jogo. Elas foram em criptomoedas, o que dificulta a localização do apostador. É, aliás, uma apuração ainda preliminar, antes mesmo de uma fase investigatória.
O relatório da Sportradar, afinal, costuma dar o pontapé inicial em investigações sobre manipulação de apostas no Brasil ao identificar movimentações atípicas em um determinado lance. A partir desse alerta, os órgãos competentes precisam apurar se o atleta forçou o cartão intencionalmente para beneficiar apostadores.
O lance de Lucho Acosta
Lucho Acosta levou o cartão amarelo quase no fim do jogo. Aos 47 minutos do segundo tempo, uma confusão estourou entre os atletas das duas equipes. O tumulto começou longe de Lucho. No entanto, o argentino empurrou Lucas Barbosa, do Bragantino, e em seguida se desentendeu com o zagueiro Gustavo Marques, que deu um empurrão de volta. Por conta dessa atitude, o árbitro David Lacerda, portanto, advertiu Lucho com o amarelo.
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