Abel diz que Palmeiras tem “força” para recusar ofertas de jogadores importantes

Abel diz que Palmeiras tem “força” para recusar ofertas de jogadores importantes
Abel diz que Palmeiras tem “força” para recusar ofertas de jogadores importantes -

O Palmeiras decidiu frear o assédio europeu e manter a base do elenco para a sequência da temporada. Líder do Campeonato Brasileiro e vivo na Copa do Brasil e na Libertadores, o Verdão recusou, nesta semana, propostas por Flaco López e Allan, reforçando a estratégia de priorizar o desempenho esportivo antes de voltar a negociar seus principais atletas.

O atacante argentino recebeu uma oferta de R$ 116 milhões do Spartak Moscou, da Rússia. Já Allan entrou na mira do Aston Villa, da Inglaterra, que acenou com uma proposta de aproximadamente R$ 175 milhões. Mesmo diante dos altos valores, a diretoria optou por manter os dois jogadores no elenco.

Após o triunfo sobre o Vitória, o técnico Abel Ferreira destacou que o clube alcançou estabilidade financeira suficiente para recusar propostas e preservar atletas considerados fundamentais na disputa pelos títulos.

“Nossa presidente foi muita clara, temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras, normal ter equipes estrangeiras com propostas altíssimas para levar jogadores do Palmeiras. Só que neste momento, a equipe do Palmeiras tem força e sustentabilidade para dizer não. Não estou à espera de perder jogadores fundamentais para nossos objetivos. Já conquistamos um título e lutamos por mais três.”, disse Abel.

Palmeiras tem grande histórico de vendas expressivas

Abel também lembrou o histórico recente de negociações do Palmeiras, que arrecadou cifras expressivas com a venda de jovens revelados na base, como Endrick, Estêvão e Vitor Reis.

“Desde que estamos a trabalhar juntos, já fizemos mais de R$ 2 bi de vendas. É preciso arriscar, apostar nos jogadores, poderia falar de outros, do Vitor Reis, do Estêvão, do Endrick, outros que estão nas maiores vendas do futebol brasileiro.”

O treinador ressaltou que a situação financeira construída pelo clube permite tomar decisões com foco no projeto esportivo.

“Para poder chegar a um determinado momento, que é o que estamos agora, com responsabilidade como dito pela nossa presidente no seu mandato, para entender quais jogadores que podemos ou não vender pelo momento em que estamos.”

Clube ainda longe da meta orçamentária

Embora o orçamento previsse quase R$ 400 milhões em vendas na temporada, o Palmeiras arrecadou apenas R$ 78 milhões até o fim do primeiro semestre. Ainda assim, a diretoria prefere adiar grandes negociações para manter o elenco competitivo na briga pelos principais títulos.

Recentemente, o clube negociou o zagueiro Naves com o Necaxa, do México. Além disso, emprestou Luighi ao New York City, dos Estados Unidos, com opção de compra. Abel indicou que novas saídas podem acontecer, mas apenas envolvendo jogadores que não fazem parte da espinha dorsal da equipe.

“Pode haver uma ou outra venda periférica, porque o Palmeiras é um clube dinâmico, sei que o Palmeiras gera milhões de expectativas, mas temos responsabilidades internas a cumprir. Não estou a conter em perder nenhuma peça-chave, mas se pagarem as cláusulas, está fora do nosso controle. Não há como evitar. Faço das minhas palavras, as da presidente. Não digo que não vamos vender, mas se tiver que acontecer, serão jogadores periféricos.”, finalizou.

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