CBF não divulga áudio do VAR em lance de Maurício, do Palmeiras

CBF não divulga áudio do VAR em lance de Maurício, do Palmeiras
CBF não divulga áudio do VAR em lance de Maurício, do Palmeiras -

A CBF optou por não divulgar o áudio do VAR no lance envolvendo o meia Maurício, do Palmeiras, durante o triunfo por 4 a 0 sobre o Vitória, na última quarta-feira (29/7), no Barradão, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O episódio gerou forte reclamação do clube baiano, que pediu a expulsão do jogador alviverde por uma cotovelada em Cacá.

A entidade publicou apenas os áudios das revisões que resultaram nas expulsões de Cacá e Luan Cândido, ambos do Vitória, e concluiu que a arbitragem acertou nas duas decisões. Já a jogada envolvendo Maurício não teve o diálogo do VAR divulgado, já que o árbitro de vídeo não recomendou revisão do lance.

A CBF adota como procedimento divulgar, em regra, apenas as conversas do VAR em lances que resultam em revisão da decisão tomada em campo. Como o árbitro Alex Gomes Stéfano aplicou cartão amarelo diretamente e não foi chamado ao monitor, o áudio permaneceu sob sigilo.

O lance aconteceu aos 27 minutos do primeiro tempo. Na disputa pela bola, Maurício acertou uma cotovelada em Cacá. O árbitro puniu o meia do Palmeiras com cartão amarelo e justificou a decisão na súmula.

“Golpear um adversário de maneira temerária na disputa da bola. Por uso indevido dos braços de maneira temerária na disputa de bola”, diz a súmula.

Outras polêmicas em Vitória x Palmeiras

Aliás, o episódio antecedeu outra sequência de lances polêmicos. Afinal, poucos minutos depois, Cacá recebeu cartão vermelho após entrada dura em Arias. Desta vez, o VAR recomendou a revisão, e o árbitro confirmou a expulsão. Contudo, na sequência, Luan Cândido também foi expulso após fazer um gesto interpretado pela arbitragem como acusação de roubo contra o árbitro.

Após a partida, o presidente do Vitória, Fabio Mota, criticou a condução da arbitragem e afirmou que a não expulsão de Maurício mudou o rumo do confronto. Aliás, Cacá precisou levar cinco pontos no queixo após o lance.

“Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo, não foi por acaso, não foi por ser intencional, que foi o que os jogadores relataram sobre o que o árbitro disse. Isso desequilibrou a partida, o Vitória era melhor. Houve um desequilíbrio após a não expulsão pela agressão”, disse o mandatário.

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