Cruzeiro celebra 50 anos da Libertadores e revive epopeia histórica

Conquista do Cruzeiro da Libertadores de 1976 - Reprodução do Cruzeiro
Conquista do Cruzeiro da Libertadores de 1976 - Reprodução do Cruzeiro -

O Cruzeiro comemorou nesta quinta-feira (30) os 50 anos da conquista da Libertadores de 1976, uma das páginas mais marcantes da história do clube. Através das redes sociais, a Raposa relembrou o título conquistado diante do River Plate e destacou a campanha comandada por Zezé Moreira, que levou o futebol mineiro ao topo da América pela primeira vez. Além disso, a publicação homenageou os grandes nomes daquele elenco e reforçou a importância da conquista para a identidade celeste.

A caminhada até a taça foi construída de forma dominante. O Cruzeiro disputou 13 partidas, venceu 11, empatou uma e sofreu apenas uma derrota durante toda a competição. Naquele formato da competição, disputado em duas fases de grupos, o clube terminou a segunda etapa com 100% de aproveitamento. Assim, chegou embalado para enfrentar o River Plate na grande decisão continental.

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Joãozinho decidiu uma final inesquecível

A decisão foi marcada por três confrontos. No Mineirão, o Cruzeiro construiu larga vantagem ao vencer os argentinos por 4 a 1. O River Plate reagiu em Buenos Aires e venceu por 2 a 1, resultado que forçou uma terceira partida, uma vez que o saldo de gols se utilizava como critério de desempate. O duelo decisivo aconteceu no Estádio Nacional de Santiago, no Chile, em um dos capítulos mais emocionantes da história da Libertadores.

O time mineiro chegou a abrir 2 a 0, viu o River buscar o empate e, quando a prorrogação parecia inevitável, Joãozinho apareceu. Aos 43′ do segundo tempo, o atacante cobrou falta com perfeição e, dessa forma, marcou o gol que garantiu a vitória por 3 a 2 e o primeiro título continental do Cruzeiro. A partir daquele momento, a equipe entrou definitivamente para a galeria dos grandes campeões da América.

A celebração do meio século também recordou um dos episódios mais dolorosos daquela campanha. Poucos dias antes da final, o atacante Roberto Batata morreu em um grave acidente de trânsito na Rodovia Fernão Dias, quando retornava para casa após uma partida da Libertadores. A tragédia abalou profundamente o elenco, a torcida e todo o futebol brasileiro. Mesmo assim, o grupo encontrou forças para seguir em frente e transformou a dor em combustível para conquistar o título.

Por fim, 50 anos depois, a conquista permanece como um dos maiores símbolos da história do Cruzeiro. O clube relembrou a trajetória de craques como Nelinho, Piazza, Jairzinho, Palhinha e Joãozinho, além do trabalho de Zezé Moreira, ressaltando que o título de 1976 representa não apenas uma taça, mas o início da tradição celeste em competições internacionais.

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