A Concacaf se posicionou oficialmente, nesta quinta-feira (30), contra o projeto da Fifa que prevê a entrada de investidores privados na gestão comercial das principais competições da entidade. Em reunião extraordinária realizada com as 41 federações filiadas, a confederação aprovou por unanimidade a rejeição da proposta, seguindo o mesmo caminho adotado anteriormente pela Uefa.
LEIA MAIS: Jornal revela detalhes do plano da Fifa para expandir torneios e atrair investidores privados
O plano defendido por Gianni Infantino prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que passaria a administrar ativos comerciais como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. A ideia é vender entre 20% e 30% da nova companhia para investidores privados, em uma operação avaliada em cerca de 23 bilhões de euros. De acordo com a Fifa, os recursos obtidos seriam reinvestidos no desenvolvimento do futebol e aumentariam significativamente os repasses financeiros às federações nacionais.
Em comunicado, a Concacaf afirmou que o futuro do futebol deve permanecer sob controle das entidades esportivas e não de investidores externos. Para a confederação, a gestão das principais competições precisa continuar nas mãos da própria comunidade do futebol.
Com a rejeição da Concacaf e da Uefa, o projeto enfrenta um obstáculo importante. Juntas, as duas confederações reúnem 90 das 211 associações filiadas à Fifa. Como a proposta precisa de pelo menos 106 votos para ser aprovada, Infantino terá de buscar amplo apoio entre as demais confederações.
Situação das outras confederações
A Confederação Asiática (AFC) ainda não rejeitou oficialmente a iniciativa, mas criticou a falta de diálogo antes da divulgação do projeto. Já a Confederação Africana (CAF) e a Oceania (OFC) ainda irão discutir o tema em reuniões próprias, enquanto a Conmebol, responsável pelas federações sul-americanas, segue sem se manifestar oficialmente.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

