O atacante Samuel Lino completou exatamente um ano de sua estreia com a camisa do Flamengo nesta sexta-feira (31). O jogador vive um momento de consagração individual, consolidando-se como a principal peça técnica da equipe no segundo semestre. O desempenho regular do atleta nos gramados garantiu imunidade contra a onda de protestos da torcida após o Mundial, servindo de referência técnica para a reabilitação coletiva do elenco nas competições nacionais.
A trajetória do camisa 11 no Rio de Janeiro registrou uma drástica mudança de rumos nos bastidores. O Flamengo desembolsou 22 milhões de euros (cerca de R$ 143 milhões) para contratá-lo junto ao Atlético de Madrid. Sem dúvida, a transação mais cara da história da agremiação na época. O início oscilante incluiu um pênalti perdido na eliminação da Copa do Brasil de 2025 diante do Atlético e vaias em um empate contra o Cruzeiro, fatores superados com o gol do título do último Campeonato Brasileiro contra o Ceará.
Transformação tática de Samuel Lino no Flamengo
A chegada do técnico português Leonardo Jardim funcionou como o divisor de águas para a afirmação definitiva do atacante na Gávea. O esquema tático do antigo treinador Filipe Luís prendia o jogador na faixa lateral da ponta esquerda, limitando suas opções de infiltração. O atual comandante deu liberdade para Samuel Lino flutuar em direção ao centro do campo, escalando o atleta inclusive na função de armador principal durante os desfalques do setor de meio-campo.
Por fim, a mudança de posicionamento impulsionou o rendimento estatístico do jogador nos últimos cinco meses da temporada. O atacante anotou sete gols e distribuiu 12 assistências sob a batuta da nova comissão técnica, superando os registros do período anterior. Samuel Lino acumula a marca de 70 partidas oficiais pelo clube e lidera a busca pelo feito do “duplo-duplo” no elenco, somando atualmente 7 gols e 15 assistências em todas as competições.
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