Diretor da Fifa diz que Infantino “enganou” os funcionários da entidade

Diretor da Fifa diz que Infantino “enganou” os funcionários da entidade
Diretor da Fifa diz que Infantino “enganou” os funcionários da entidade -

A proposta de Gianni Infantino para ampliar a participação de investidores privados nos negócios da Fifa provocou uma nova reação dentro da própria entidade. Kevin Lamour, diretor de operações da organização, criticou publicamente a condução do projeto e afirmou que os funcionários foram “enganados” durante o processo.

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Em declaração à agência de notícias Associated Press, Lamour questionou a transparência adotada pela cúpula da Fifa na elaboração do plano. O dirigente também afirmou que os trabalhadores da entidade não deveriam ser submetidos a “desprezo e intimidação”.

“É um projeto de uma pessoa só (…) Não apenas este projeto não deve seguir adiante, mas chegou a hora de os líderes políticos do futebol fazerem a si mesmos as perguntas certas e tomarem as decisões corretas”, afirmou Lamour.

Apesar das críticas, Lamour não apresentou sua renúncia do cargo o qual ocupa desde 2024.

“Se isso significar que perderei meu emprego, que assim seja. Entenderei e respeitarei essa decisão. Pelo menos dormirei bem esta noite”, completou.

Crise aumenta após renúncia

A manifestação de Lamour ocorre pouco depois da saída de Carlos Cordeiro, que deixou a função de assessor da presidência em meio à repercussão do projeto. As duas manifestações ampliam a pressão sobre Infantino justamente quando a Fifa tenta avançar com a proposta de reorganização de seus ativos comerciais.

A proposta de Infantino prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma estrutura avaliada em cerca de US$ 20 bilhões. O projeto estabeleceria, assim, a possibilidade de vender até 20% da nova empresa a investidores externos, operação que poderia gerar aproximadamente 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões). A companhia, portanto, concentraria direitos relacionados à Copa do Mundo e a outros grandes torneios organizados pela entidade.

A proposta, porém, provocou divergências no futebol internacional. As seis confederações continentais passaram a discutir os possíveis impactos do modelo, principalmente em relação à governança, à transparência e à autonomia das entidades nacionais.

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