A família de Kylian Mbappé segue promovendo mudanças no Caen, clube francês controlado por um fundo de investimentos administrado pelo atacante. Desta vez, Fayza Lamari, mãe do jogador, adotou uma medida que alterou a rotina do elenco: ela proibiu o uso de celulares nas dependências do centro de treinamento. A informação foi revelada por Mathieu Bodmer, novo diretor esportivo da equipe.
Segundo Bodmer, a iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de reestruturação, que também envolve melhorias nas áreas de educação, alojamento, alimentação e apoio aos atletas.
“Vocês deveriam ver o que está sendo implementado em termos de escolaridade, alojamento, alimentação e apoio pessoal. Fayza (Lamari) proibiu celulares no centro de treinamento. É uma decisão fantástica”, declarou o dirigente ao jornal L’Équipe.
Além disso, Bodmer afirmou que a mudança já trouxe reflexos positivos para o dia a dia do elenco.
“É uma excelente ideia. Os jogadores estão conversando uns com os outros novamente, passando mais tempo juntos e interagindo muito mais”, disse.
Enquanto isso, o Caen tenta reconstruir sua estrutura após o rebaixamento à terceira divisão francesa na temporada 2024/25. O principal objetivo da atual gestão é recolocar o clube na Ligue 2 e fortalecer o projeto esportivo a longo prazo.
Críticas ferrenhas da torcida
Apesar disso, a família Mbappé continua sendo alvo de fortes críticas por parte da torcida do Caen, que atribui aos novos proprietários a responsabilidade pelo rebaixamento histórico do clube à terceira divisão.
Em resposta, Bodmer saiu em defesa da gestão e afirmou que os problemas do Caen começaram antes da chegada da família do atacante.
“Considero essas críticas totalmente injustas, e não digo isso apenas porque Kylian é o proprietário principal do clube, mas porque havia dificuldades graves que já existiam antes da chegada da família Mbappé. Sim, o que aconteceu é o resultado natural de erros acumulados ao longo de anos, como ocorre em todos os clubes que passam por crises. Respeito profundamente seu corajoso investimento em um momento em que as condições eram extremamente complicadas e cercadas de riscos”, afirmou.
Por outro lado, o dirigente reforçou que a reconstrução exige tempo e planejamento.
“Dinheiro não garante resultados imediatos. É preciso criar uma estrutura sólida, desenvolver jogadores, cultivar uma identidade e trabalhar com consistência”, completou.
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