“Não venderia o Fluminense para um sheik árabe”, diz Montenegro

“Não venderia o Fluminense para um sheik árabe”, diz Montenegro
“Não venderia o Fluminense para um sheik árabe”, diz Montenegro -

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, marcou presença no Rio Innovation Week, nesta terça-feira (4/8). O mandatário tricolor abriu o jogo sobre a SAF do Tricolor e afirmou que segue em reuniões internas para modular o formato final da proposta. Além disso, Montenegro assegura que o maior atrativo não serão os valores, mas, sim, o comprometimento e a identificação dos investidores com o clube.

“Deixar de ser um clube associativo exige buscar um investidor que tenha, no mínimo, identificação e compromisso com o clube. Mesmo por um valor maior, eu não venderia o Fluminense para um sheik árabe. É paradoxal, mas o futebol não foi feito para gerar dinheiro. Nenhum clube consegue oferecer um retorno de investimento que compense a taxa Selic no Brasil”, declarou Montenegro.

Mattheus Montenegro também rebateu os questionamentos sobre a transparência do clube com relação à apresentação da SAF e prega confiança.

“Dizem que o processo não está sendo transparente. Eu desafio alguém a achar algum mais transparente que o do Fluminense. Acho inacreditável o malabarismo que parte da imprensa faz para detalhar uma proposta. Eu posso pegar essa proposta e falar que é 10 bilhões; é só inventar coisa. Eu não vou dizer que vai chegar investidor e vamos ter o time do Real Madrid. Qualquer investidor sério vai colocar o que o clube tem a capacidade de arrecadar. O objetivo é melhorar a proposta e mostrar todos os documentos para o torcedor”, disse.

“Ela (a proposta) não passou por lugar nenhum, porque estamos negociando para melhorar a proposta. Objetivo é aumentar o cheque inicial de quinhentos (milhões de reais) e negociações por outros pontos do contrato. Assim que essa negociação terminar, vou fazer outra reunião do conselho com essa nova proposta”, afirmou.

SAF do Fluminense

A divisão societária entre SAF e clube associativo dependerá da dívida no momento da compra. Com o endividamento atual de R$ 871 milhões, o fundo ficaria com 65% da SAF e o associativo com 35%. No modelo financeiro apresentado, prevê-se um investimento total de R$ 6,4 bilhões ao longo de 10 anos, montante que considera o crescimento das receitas próprias e que o clube projeta majorar. Além disso, há a previsão de um aporte inicial de R$ 500 milhões (sendo R$ 250 milhões à vista e o restante em até dois anos). Contudo, os aportes anuais começariam em cerca de R$ 480 milhões e subiriam gradualmente até atingir a média estipulada.

LEIA MAIS: Fluminense x Vasco: onde assistir, escalações e arbitragem

Para proteger o planejamento, o Tricolor discute a ampliação das garantias contratuais nas reuniões com os investidores. Entre as sanções já previstas em caso de descumprimento dos acordos está a suspensão imediata do pagamento de dividendos aos investidores.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  Twitter, Instagram e Facebook.