Fifa tenta conter crise e reafirma confiança em Gianni Infantino

Fifa tenta conter crise e reafirma confiança em Gianni Infantino
Fifa tenta conter crise e reafirma confiança em Gianni Infantino -

A Fifa divulgou um comunicado oficial nesta quarta-feira (5) após uma reunião realizada em Rabat, no Marrocos, entre o presidente Gianni Infantino e integrantes da alta cúpula da entidade. O dirigente atravessa um momento de forte pressão política depois da repercussão negativa causada pela proposta de abrir uma subsidiária da Fifa para investidores privados.

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No comunicado, a entidade afirmou que o secretário-geral e os integrantes do Conselho de Administração manifestaram apoio total a Infantino, destacando que ele continua sendo o único presidente eleito pelas 211 associações nacionais filiadas à Fifa.

A nota também informa que uma carta foi enviada às federações e aos membros do Conselho. No documento, a entidade reconhece que houve falhas na condução do processo, pede desculpas pela forma como a proposta foi apresentada e promete elaborar um relatório detalhado sobre o caso, que será discutido na próxima reunião do Conselho.

De acordo com a Fifa, o objetivo nunca foi deixar as associações nacionais ou os conselheiros de fora das discussões. A entidade admitiu que conduziu o processo de forma inadequada e reconheceu que o vazamento de detalhes da proposta agravou ainda mais a situação.

A ideia de permitir investimento privado em uma subsidiária da Fifa gerou forte reação entre dirigentes do futebol mundial, principalmente da Uefa. A confederação europeia liderou as críticas ao projeto, que acabou sendo retirado, mas segue defendendo mudanças na presidência da entidade máxima do futebol.

No mesmo comunicado, a Fifa afirmou que, com o encerramento do projeto, não aceitará novos ataques à sua credibilidade ou ao seu modelo de governança e que tomará medidas para proteger sua imagem institucional.

Depois da reunião em Rabat, Infantino esteve presente em um jogo da Copa Africana Feminina de Nações entre Malauí e Zâmbia. Ao seu lado estava o secretário-geral Mattias Grafström, que, dias antes, havia enviado um e-mail interno aos funcionários da Fifa criticando a proposta de investimento privado.

Aliados de Infantino

O Marrocos continua sendo um dos principais aliados de Infantino neste momento de instabilidade. Além de sediar parte da Copa do Mundo de 2030, o país disputa com a Espanha o direito de receber a final do torneio.

A crise também abriu espaço para uma possível disputa pela presidência da Fifa nas eleições do próximo ano, que vão acontecer em Rabat. Em abril, durante o Congresso da entidade, Infantino confirmou que tentará mais um mandato. Naquele momento, contava com o apoio declarado da Conmebol, da Confederação Asiática (AFC) e da Confederação Africana (CAF). Este bloco, inclusive, reúne 111 votos, número suficiente para garantir uma reeleição.

Com o posicionamento contrário da Uefa, as críticas da Concacaf e a possibilidade de mudanças de apoio em outras confederações, a eleição está mais aberta. Um dos nomes apontados como possível adversário é o canadense Victor Montagliani, atual presidente da Concacaf.

Por enquanto, a Conmebol mantém apoio a Infantino. O presidente sul-americano, Alejandro Domínguez, segue alinhado ao dirigente suíço e aposta na parceria para defender a ampliação da Copa de 2030 para 64 seleções. Essa proposta, inclusive, que enfrenta resistência, principalmente entre as federações europeias.

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