Após a derrota por 3 a 2 para o Fortaleza, que ainda assim garantiu o Palmeiras nas quartas de final da Copa do Brasil, Abel Ferreira aproveitou a entrevista coletiva para detalhar sua filosofia de gestão do elenco. Assim, o treinador reforçou que a disputa por posição é baseada exclusivamente no rendimento apresentado pelos atletas e explicou os critérios adotados para promover a rodagem do plantel ao longo da temporada.
De acordo com o comandante, não há privilégios por nome, histórico ou status dentro do elenco alviverde. Para o português, os atletas conquistam as oportunidades diariamente nos treinamentos e confirmam seu espaço pelas atuações em campo.
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“É muito fácil há regras e elas são claras: rendimento. O que cada um de vocês vê, eu também vejo, a vantagem que tenho é que ainda vejo mais que vocês, vejo nos treinos, depois é fácil, os jogadores que tem mais rendimento são os que jogam”, disse.
“Na minha equipe nunca jogou o nome, nem o estatuto, nem os medalhões, joga quem tem rendimento. Para mim é muito fácil de gerir, cada um no clube sabe sua função. Ouço-os muito, gosto de trocar ideia com eles, aprendo muito com eles, e depois cada um em seu lugar porque tem que jogar quem tem mais rendimento”, completou.
Paciência e confiança nos jovens
Ao comentar as escolhas para enfrentar o Fortaleza, Abel explicou que a utilização de uma formação modificada faz parte do planejamento. O português negou que distribua oportunidades por conveniência e afirmou que cada jogador precisa merecer seu espaço.
“Eu não dou oportunidades a ninguém, eles trabalham para ter oportunidades, Roque tem que trabalhar para merecer oportunidade, o Riquelme, o Giay; O treinador não rodou todos, rodou aqueles que achava que devia e deixou ficar alguma experiência dentro de campo porque os objetivos são muito claros: ganhar títulos. Só que somos o único que faz tudo. Ganhar títulos, apostar na formação, valorizar os jogadores, vender os jogadores, está sempre a encontrar soluções para jogadores”, frisou.
Além disso, falou que é preciso ter calma para lapidar as joias do clube. Nesse sentido, o comandante também utilizou o desempenho de Riquelme como exemplo para defender que suas avaliações vão além de uma única partida. Diante do Fortaleza, o atleta não foi tão bem, mas foi importante no triunfo sobre o Juventude.
“Nossos objetivos enquanto clube, formar, vender, valorizar, há muito trabalho feito pelo clube e é mérito do que são os processos. É um modelo que deve ser copiado por quem quer ter sustentabilidade financeira, como funcionam os processos, como o treinador principal aposta de forma cautelosa, apoiada, quando Riquelme não joga bem e nos ajuda contra o Juventude, é termos todos calma, paciência, queríamos ganhar, não conseguimos, mas estas são aquelas derrotas que doem menos”, finalizou.

