Histórico em Itaquera motiva Corinthians por virada na Copa do Brasil

Histórico em Itaquera motiva Corinthians por virada na Copa do Brasil
Histórico em Itaquera motiva Corinthians por virada na Copa do Brasil -

 

O Corinthians tem uma dura missão na noite desta quinta-feira (06). A equipe recebe o Internacional às 20h no maior desafio da equipe desde a chegada de Fernando Diniz, em 7 de abril. Na Neo Química Arena, a equipe precisa derrotar o Internacional por três ou mais gols de diferença para avançar às quartas de final da Copa do Brasil. Caso vença pela vantagem de dois gols, a definição do classificado acontecerá nos pênaltis – na ida, o Colorado fez 2 a 0, no Beira-Rio, com gols de Matheus Baía e Alan Patrick. 

Para conseguir a virada e manter vivo o sonho de um inédito bicampeonato seguido, o Timão conta com a força de sua torcida e o bom retrospecto em seu estádio na competição nacional. Por outro lado, precisará melhorar a pontaria com Fernando Diniz no palco para construir um placar robusto. 

Desde 2014, ano da inauguração da Neo Química Arena, o Corinthians fez 37 jogos pela Copa do Brasil no estádio, com 24 vitórias, seis empates e sete derrotas. Desses reveses, somente quatro representaram eliminação diante de sua torcida (uma delas foi na final). E, se considerado o período mais recente, de 2019 para cá, apenas uma vez a queda aconteceu no palco corintiano. 

Uma coincidência preocupante nessa trajetória 

Curiosamente, a eliminação mais precoce que a equipe já sofreu no estádio no torneio foi justamente para o Internacional. Em 2017, o Colorado venceu o Corinthians nos pênaltis ainda pela terceira fase da competição. Agora, o Alvinegro quer evitar que os gaúchos sejam os primeiros a repetir a dose em Itaquera. 

“Primeira coisa é acreditar, não é uma situação fácil. Procurar faz nosso melhor. Já fizemos ótimas partidas em casa, o mínimo é acreditar. O time tem potencial para fazer, mesmo sabendo que o Inter tem uma grande equipe, bem treinada”, pontuou Fernando Diniz na coletiva após a derrota no Beira-Rio. 

Eliminação em clássico e decepção na única final no estádio

A primeira vez que o Corinthians foi despachado da Copa do Brasil em seu estádio remonta a 2015. Nas oitavas de final, a equipe perdeu por 2 a 1 para o Santos, em clássico paulista. Gabigol e Ricardo Oliveira fizeram os gols do rival, enquanto Ángel Romero fez o único do Timão. A equipe já havia sido derrotada por 2 a 0. Ou seja, esteve diante do mesmo desafio que se apresenta agora e sucumbiu.

Dois anos depois, aconteceria a queda para o Internacional, nos pênaltis. Mas foi uma temporada depois, em 2018, que o estádio abrigou a partida mais dolorosa para a Fiel na história da Copa do Brasil. Em 17 de outubro daquele ano, o estádio recebeu pela única vez até hoje a finalíssima do torneio (na época, ainda com o nome de Arena Corinthians). Diante de quase 46 mil torcedores, o Corinthians perdeu para o Cruzeiro por 2 a 1 e viu o clube mineiro isolar-se como maior campeão da disputa, com seis conquistas. 

A última eliminação corintiana em Itaquera foi na semifinal de 2024. Após perder para o Flamengo por 1 a 0, no Maracanã, o Timão não conseguiu dar o troco como mandante. Mesmo com um jogador a mais desde os 27 minutos do primeiro tempo, após expulsão do atacante Bruno Henrique, a equipe não foi capaz de balançar as redes do adversário e desperdiçou a chance de chegar à segunda final consecutiva. 

Na queda de 2024, o time era comandado pelo argentino Ramón Díaz e já tinha vários atletas importantes que compõem o atual elenco. Entre eles, Hugo Souza, Matheus Bidu, Rodrigo Garro, Gustavo Henrique e Yuri Alberto. 

Uma vantagem comum em Itaquera pela Copa do Brasil

O retrospecto mais recente do Corinthians em jogos de volta da Copa do Brasil na Neo Química aponta para a viabilidade da missão desta noite. Afinal, a equipe venceu 13 das 16 partidas, e em nove o triunfo ocorreu por ao menos dois gols de diferença – o mínimo necessário para ter chances de eliminar o Internacional. 

No período, além do empate com o Flamengo que decretou a eliminação em 2024, houve derrotas para o Ceará, em 2019, e Cruzeiro, em 2025. Porém, nesses reveses ainda assim o Timão avançou. Inclusive, contra a Raposa, o triunfo nos pênaltis nas semifinais foi emblemático na campanha do quarto título corintiano no torneio. 

Aliás, em anos recentes a equipe conseguiu três viradas do tamanho da que precisa agora. Em todas, havia sido derrotado por 2 a 0 na ida. Em 2022, o Corinthians goleou o Atlético-GO por 4 a 1 e avançou para as semifinais. Na temporada seguinte, foram duas classificações seguidas nos pênaltis após aplicar 2 a 0 no tempo normal, contra Remo (terceira fase) e Atlético-MG (oitavas de final). 

Os números com Diniz e o calibre do ataque 

Na era Fernando Diniz, os números do Corinthians em Itaquera são amplamente favoráveis. Em dez jogos, são sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota – 2 a 0 para o Platense, da Argentina, na fase de grupos da Libertadores. No entanto, desses triunfos quatro foram pela margem mínima, incluindo o confronto da fase anterior pela Copa do Brasil (1 a 0 no Barra, de Santa Catarina).

Assim, o treinador acumula apenas três vitórias na Neo Química Arena pela diferença necessária no jogo das oitavas de final da Copa do Brasil. Contra Santa Fé e Peñarol, pelo torneio continental, a equipe fez 2 a 0. Já a maior vitória foi um 3 a 0 sobre o Remo, pelo Brasileirão. 

A média superior a pouco mais de um gol em casa com o técnico é um grande obstáculo para a classificação. O quadro se agrava pelo desfalque de Yuri Alberto. Com uma lesão muscular, sofrida no empate com o Athletico-PR pelo Brasileirão, o artilheiro da equipe na temporada só deve voltar a campo contra o Rosário Central, pelas oitavas de final da Libertadores. Portanto, para conseguir mais uma virada em Itaquera, o Corinthians terá melhorar a eficiência ofensiva mesmo com a baixa de seu goleador. É nos feitos e números em casa que a Fiel se ampara para acreditar em uma noite de festa.

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