Telles merecia mais. No entanto, o Botafogo pediu para sofrer o empate com o Fluminense por 1 a 1, neste sábado (8), no Estádio Nilton Santos, pela rodada 22 do Campeonato Brasileiro. O resultado joga um balde de água fria no centésimo jogo do ídolo pelo Mais Tradicional, autor de um golaço de falta, no primeiro tempo. Veja, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros.
A NOTA DOS JOGADORES DO BOTAFOGO
WARLESON – Mostrou que não sabe jogar com os pés. Entregou a bola para o Nense em uma saída arriscada. Não esboçou reação na cabeçada de Ignácio no 1-1. No segundo tempo, pegou, parado, uma pancada de Nonato – NOTA: 6,0
VITINHO – O chamado voluntarioso. Deu um pique até a lateral esquerda para evitar um contra-ataque do Flu. Bloqueou outras jogadas – NOTA: 6,5
FERRARESI – Bom senso de recuperação para rechaçar alguns ataques mais insinuantes do adversário. Mas deixou Ignacio subir sozinho no gol de empate dos caras. Um pouco pilhado no segundo tempo do espetáculo – NOTA: 6,0
JUSTINO – Bem posicionado e providencial nos cortes. Deu moelo, entretanto, em outros momentos, quando foi envolvido por uma troca de passes do adversário – NOTA: 5,5
TELLES – Toda ovação é pouca para este estandarte do Botafogo. No sua partida de número 100, acertou uma linda cobrança de falta na forquilha, como diriam os mais antigos. Magistral. Jogou com inteligência ao chegar à frente e cercou de forma correta na defesa. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Pereira – NOTA: 8,5
MEDINA – Participou de algumas triangulações interessantes, mas sem muito brilho ao chegar no ataque – NOTA: 5,5
DANILO – Melhor na fase defensiva. Desarmou e interrompeu algumas jogadas do rival. Na hora de propor algo, todavia, muito abaixo. Desperdiçou várias jogadas – NOTA: 5,0
MONTORO – O Monstrinho deitou e rolou no meio de campo. Superou a marcação adversária com facilidade e acionou o ataque com toques de primeira. Objetivo, também realizou boas jogadas individuais ao longo do prélio. Em uma delas, com domínio magistral. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Pereira – NOTA: 8,5
VILLALBA – Triatleta da noite. Corre, pedala e nada. Porém, nem com velocidade, sua especialidade, conseguiu contribuir. A bola atrapalha o seu futebol. Irritou demais a torcida com a sua falta de capricho. A pelota se recusou a parar nos seus pés. Desperdiçou uma assistência primorosa de Montoro. Vaiado, saiu para a entrada de Barrera – NOTA: ZERO
TOLEDO – Tentou vigiar Sotedo, o mais perigoso dos visitantes na etapa inicial, para ajudar Telles. No ataque, apareceu muito pouco. Na melhor chance, foi superado pela defesa tricolor. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Martins – NOTA: 4,5
CABRAL – Apenas regular. Começou mal. Aos poucos, no entanto, acertou alguns pivôs, saindo mais da área. Depois, caiu de novo. Cabeceou, para fora, a última chance do jogo – NOTA: 5,0
BARRERA – Lutou, mas não conseguiu acompanhar alguns ataques e acabou se lesionando sozinho. Emanuel o substituiu – NOTA: SEM NOTA
MARTINS – Obrigou Fábio a trabalhar com uma grande defesa e tirou o Botafogo de uma letargia inexplicável. Em seguida, voltou a abusar dos erros – NOTA: 5,5
PAULINHO – Lançou bolas infrutíferas para a área do Fluminense. Não deram em nada – NOTA: 5,0
PEREIRA – Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
EMANUEL – Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
TÉCNICO: FRANCLIM CARVALHO: Pegou um Fluminense em crise e recuou o time em demasia quando o Botafogo estava em vantagem. Pecou por insistir em Villalba. Não conseguiu tirar nenhum coelho da cartola para se recuperar do erro. Um segundo tempo muito abaixo do Mais Tradicional – NOTA: 4,0
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