Goleiro Bruno aciona a Band na Justiça e pede R$ 4 milhões

Goleiro fala em perseguição e 'espetacularização' em cobertura

Goleiro Bruno aciona a Band na Justiça e pede R$ 4 milhões
Goleiro Bruno aciona a Band na Justiça e pede R$ 4 milhões -

Bruno Fernandes moveu um processo contra a Band sob acusação de perseguição e pede R$ 4 milhões de indenização no caso. Na ação que corre na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no TJ-RJ (Tribunal de Justiça), o ex-goleiro sustenta a versão de uma suposta espetacularização da emissora em reportagens de 2022 sobre o crime do qual foi condenado em 2010.

Além das reportagens do programa Melhor da Tarde, o ex-goleiro também cita nominalmente a jornalista Catia Fonseca, que deixou a emissora em 2025. Tanto a Band quanto a comunicadora afirmaram à Coluna F5, da Folha de S. Paulo, que não comentam casos judiciais em andamento. Em contrapartida, a defesa de Bruno sequer respondeu aos contatos.

No caso específico de Catia Fonseca, o ex-goleiro sentiu-se prejudicado pelo teor das críticas feitas pela jornalista durante o programa. Bruno Fernandes alega que as declarações complicaram ainda mais sua busca por emprego e ressocialização.

“Eu fico indignada com a cara de pau dessa criatura. Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança —que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus, porque, coitado do menino, não merece ter uma relação com uma criatura ruim dessa. Mas na hora que vão prender, quer fazer acordo”, disse a apresentadora na ocasião, em 2022.

Bruno processa a Band

Já no processo contra a emissora, o ex-goleiro exige uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais e violação de direito de imagem. O condenado pelo assassinato de Eliza Samudio questiona uma série de matérias jornalísticas e vídeos sobre o caso, que, segundo ele, exploram sua reputação nos fatos relacionados ao crime.

O ex-goleiro vem, ao longo dos anos, tentando comprovar sua tese de perseguição contra a Band. Ele inclusive separou reportagens de outros períodos e tentou proibir matérias sobre o caso oriundas do canal, bem como qualquer menção ao seu nome no programa Melhor da Tarde. Os pedidos acabaram negados pela Justiça.

“A liberdade de expressão deve ser a regra, somente podendo ser cerceada ante evidente conteúdo de natureza falsa e criminosa. Em que pese o tom pejorativo da matéria televisiva, não se verifica que haja risco aos autores a manutenção da publicação”, disse a juíza Juliana Gonçalves Figueira sobre as solicitações.

A magistrada ainda reforçou seu posicionamento antes de conclui-lo: “Note-se que o autor é pessoa pública. Ele respondeu a processo criminal que teve ampla repercussão midiática, de forma que, eventualmente, as circunstâncias e condições do caso retornam à cena, na qual se desenvolvem notícias e especulações, o que não por si só não é ilegal”.

 

Preso novamente

O ex-goleiro voltou à prisão há três meses após revogação do livramento condicional por descumprimento de ordens judiciais. Ele chegou a ficar foragido por um período, mas Policiais militares do 25º BPM o encontraram no dia 8 de maio, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Bruno cumpre pena de 22 anos e um mês de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio. A Justiça o condenou por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal. O caso ganhou repercussão nacional após o desaparecimento da modelo, que cobrava o então profissional do Flamengo o reconhecimento da paternidade de Bruninho, atualmente no Botafogo.

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