A Justiça de São Paulo agendou para o dia 5 de outubro o julgamento dos torcedores do Corinthians acusados pelas mortes de dois integrantes da torcida do Palmeiras. A tragédia ocorreu durante um confronto violento na avenida Inajar de Souza, localizada na Zona Norte da capital paulista, em março de 2012. Por causa da elevada quantidade de réus e da necessidade de garantir a segurança na sala de audiência, a juíza Flávia Castellar Oliverio optou por fatiar o processo em duas etapas distintas.
Portanto, nesta primeira fase, dez corintianos denunciados pelo crime de homicídio responderão presencialmente perante os jurados entre os dias 5 e 9 de outubro. Em contrapartida, os dez palmeirenses acusados pelo crime de formação de quadrilha passarão pelo tribunal em uma data posterior. Além disso, a magistrada proibiu expressamente o comparecimento de qualquer participante utilizando camisas, adereços ou acessórios que façam referência aos dois clubes do futebol paulista.
Entenda o histórico da tragédia entre torcedores de Corinthians e Palmeiras
O ataque violento aconteceu no dia 25 de março de 2012, no momento em que dois ônibus com corintianos se aproximaram de um grupo de torcedores do Palmeiras na Zona Norte paulistana. Segundo as investigações detalhadas do Ministério Público, os integrantes das organizadas do Corinthians planejaram a emboscada com rojões, pedras e pedaços de pau. Vingar o assassinato de um alvinegro ocorrido no ano anterior foi o principal motivo. Infelizmente, a ação armada resultou nas mortes dos palmeirenses André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira.
Inclusive, esse histórico de violência provocou mudanças profundas na rotina do futebol paulista ao longo da última década. Quando as primeiras sessões judiciais do caso começaram no ano de 2016, uma nova onda de conflitos entre as facções organizadas causou a morte trágica de um morador atingido por bala perdida na capital. Assim, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo determinou a adoção de torcida única nos clássicos estaduais, medida que o órgão estadual mantém em vigor até os dias de hoje para conter os episódios de violência.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

