A crise financeira do Santos ganhou contornos ainda mais graves nos últimos dias. Além do atraso de dois meses nos direitos de imagem e de uma punição de transferban na Fifa, a diretoria do clube praiano enfrenta uma perda milionária na arrecadação comercial. A arrecadação com patrocinadores no uniforme do time profissional sofreu uma queda drástica de R$ 60 milhões para R$ 40 milhões. Desse modo, a saída de cinco marcas retira aproximadamente R$ 20 milhões dos cofres alvinegros neste segundo semestre.
Segundo o jornalista Fabiano Farah, do R7, entre as baixas mais expressivas está a Ney By Day, marca de bebidas ligada à empresa NR Sports, gerida pelo pai de Neymar. A marca estampava espaços nobres da camisa e a faixa de capitão utilizada pelo camisa 10, injetando R$ 3 milhões no último ano. Contudo, a empresa decidiu não renovar o vínculo contratual após o término do período. Da mesma forma, a Farmácias Nissei encerrou a parceria de dois anos na lapela da camisa, espaço que rendia R$ 3,5 milhões anuais ao Peixe.
Reestruturação no mercado e promessa de reposição da diretoria
Além dos fins de contrato, o departamento comercial do Santos precisou lidar com rescisões antecipadas no uniforme. A CorpX, que ocupava a barra do manto sagrado, acionou uma cláusula contratual para deixar o clube sem o pagamento de multa. A empresa alegou um processo de reestruturação interna para cortar os investimentos no futebol brasileiro. Desta forma, a camisa alvinegra perdeu espaço e visibilidade no mercado publicitário de forma repentina.
Apesar do cenário desafiador e do descontentamento da torcida praiana, dirigentes santistas garantem que já negociam a chegada de novos parceiros comerciais. Eles afirmam que buscam marcas dispostas a pagar valores atualizados e superiores para preencher os espaços vagos na camisa. Assim, o clube corre contra o tempo para recuperar o orçamento e quitar as pendências econômicas com o elenco principal.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.

