O risco Depay pós-Corinthians: candidatos à loucura em 3, 2, 1…

O risco Depay pós-Corinthians: candidatos à loucura em 3, 2, 1…
O risco Depay pós-Corinthians: candidatos à loucura em 3, 2, 1… -

O fim da novela envolvendo a renovação de Memphis Depay com o Corinthians virou um daqueles capítulos que o futebol brasileiro adora: cheio de drama, cifras astronômicas e um toque de ironia.

O Timão, atolado em dívidas que beiram os R$ 3 bilhões, finalmente resolveu agir com racionalidade e disse “não” a um contrato que custaria mais de R$ 3 milhões por mês. Foi quase um ato de sobrevivência administrativa.

Mas o gancho que fica é irresistível: será que algum outro clube brasileiro vai se aventurar nessa montanha-russa? Porque, convenhamos, trazer Depay seria um espetáculo midiático, mas também uma aposta digna de roleta russa financeira.

O holandês não é apenas caro; ele vem com um pacote de exigências que faria qualquer dirigente suar frio — suíte presidencial em hotel de luxo, segurança particular, carro blindado e por aí vai. É praticamente um reality show ambulante.

Claro, Memphis Depay não foi irrelevante. Pelo contrário: ajudou o Corinthians a escapar do rebaixamento, levantou títulos como o Paulista, a Copa do Brasil e a Supercopa Rei, e ainda recuperou espaço na seleção holandesa, tornando-se o maior artilheiro da Laranja Mecânica.

Depay: Copa foi divisor de águas

Só que, no fundo, seu plano era brilhar na Copa do Mundo e voltar para a Europa. Como isso não aconteceu, tentou esticar sua estadia em São Paulo — mas o Corinthians percebeu que estava prestes a dar um passo maior que as próprias pernas.

Agora, Depay reage com ameaças e promete “consequências”. É o típico roteiro de jogador que se esquece de reconhecer o clube que lhe deu palco quando ninguém mais queria. O Corinthians, por sua vez, fez o que precisava: cortou a corda antes que ela arrebentasse.

E aqui entra a parte irônica: será que algum outro clube brasileiro vai cair na tentação de bancar essa aventura? Imaginar um dirigente abrindo a calculadora e dizendo “sim, vamos trazer Memphis” é quase uma cena de comédia. No futebol ninguém é santo, mas nesse caso, quem se arriscar pode virar manchete não pelo gol, mas pelo rombo.

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