Flamengo e Cruzeiro empataram por 1 a 1, no Mineirão, em jogo equilibrado, no qual faltou maior ousadia – palavra que será repetida – aos dois times, ambos temerosos de sair em desvantagem no mata-mata da Libertadores.
São equipes muito próximas em várias circunstâncias, o que mantém o mistério sobre a classificação, pois o duelo no Maracanã não deverá ser diferente, porque não há uma superioridade flagrante, e sequer o mando de campo, na teoria, é capaz de oferecer favoritismo.
A estratégia do Flamengo
O Flamengo queria cozinhar o jogo, ou seja, deixar o Cruzeiro sem a bola, mas pecava ao não insistir em atacar, o que deixava o adversário confortável. Pedro, na reserva, incompreensível. Aos 11 minutos, Matheus Henrique acertou a canela de Bruno Henrique, com a sola, e o VAR sequer chamou o árbitro. A expulsão faria muita diferença. Mas já virou hábito em partidas rubro-negras.
Após os 15, o Flamengo começou a trocar passes e a mostrar maior preocupação ofensiva, e o que estava evidente era a intranqüilidade de Otávio, que errava lances simples. É fato, no entanto, que o time mineiro, até pela obrigação de ganhar, era mais ousado. Aos 30, Matheus Pereira, na área, chutou forte, mas a zaga chegou a ponto de travá-lo. E o carioca optava pelos contra-ataques. Aos 35, num deles, Arrascaeta pôs Bruno Henrique, que bateu alto demais, em chance efetivamente desperdiçada. No fim da primeira etapa, a equipe da Gávea teve a bola, mas não conseguiu construir algo para ameaçar. Na prática, 0 a 0 normal e justo. E veio o intervalo, sem substituições para a etapa final.
No segundo tempo, os gols
Aos sete, após uma série de passes medidos, Arroyo recebeu na área, driblou Samuel Lino, que não presta sequer para atrapalhar, e chutou à direita de Rossi: 1 a 0. O que se espera agora é que Léro Jardim faça mudanças, pois o Cruzeiro é superior em todos os quesitos. Em momento fortuito, aos 13, Jorginho tenta de longe e Otávio manda para escanteio. A bola passeia pelo campo sem que ocorra algo de importante. Aos 20, entram Lucas Paquetá e Pedro. Saem as futuras estátuas.
Aos 22, Ayrton Lucas cobrou falta – Fabrício Bruno em Pedro. Léo Ortiz cabeceou na trave, e Lucas Paquetá bateu de primeira: 1 a 1. O jogo está equilibrado e a ousadia pode decidir. Parece que há receio de ambos em buscá-la. A impressão é a de que o empate satisfaz os dois. O time da casa fez várias trocas com o objetivo de dar mais ritmo à equipe. Aos 43, Carrascal apanha sobra e bate firme, mas não faz o gol. O duelo caminha para o fim e continua indefinido.
Nos acréscimos, o empate permaneceu, o que leva a decisão para o Rio, o que na teoria, e só na teoria, como dito, deixou o Flamengo mais confortável. Ambos fizeram boa partida e é impossível afirmar qual deles passará à frente.
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