Sem trio GYM, Corinthians coloca invencibilidade na Argentina à prova

Sem trio GYM, Corinthians coloca invencibilidade na Argentina à prova
Sem trio GYM, Corinthians coloca invencibilidade na Argentina à prova -

 

Após três anos, o Corinthians volta a disputar os mata-matas da Libertadores com baixas sensíveis no elenco. Nesta quinta-feira (13), às 21h30, no Gigante de Arroyito, a equipe visita o Rosario Central com apenas um integrante do trio GYM, que deu três títulos ao clube recentemente. Com o artilheiro Yuri Alberto lesionado e a saída tumultuada de Memphis Depay, restou apenas Rodrigo Garro para o técnico Fernando Diniz escalar. 

Diante desse cenário, resta ao torcedor apegar-se à boa campanha da fase de grupos e ao ótimo retrospecto em solo argentino no torneio nos últimos anos.  Com 11 pontos, o Corinthians terminou a fase de grupos na liderança do Grupo E. Por isso, definirá o confronto na Neo Química Arena, na semana que vem. Curiosamente, a estreia ocorreu na Argentina, em duelo que marcou também o primeiro jogo de Fernando Diniz no clube, com triunfo por 2 a 0 sobre o Platense. Na ocasião, Garro e Yuri foram titulares, mas Memphis não atuou. 

Nas quatro partidas seguintes – duas vitórias e dois empates -, o cenário se repetiu. Apenas na última rodada, o trio GYM esteve em campo, no que acabaria sendo a despedida de Memphis, e o Timão sofreu sua única derrota, 2 a 0 para o mesmo Platense, em Itaquera. Aliás, esse é o único revés de Diniz na Neo Química Arena. 

Do trio, apenas Yuri Alberto balançou as redes na fase de grupos da Libertadores, e somente uma vez. O camisa 9 fez um dos gols da vitória sobre o Platense. O artilheiro da equipe no torneio é um zagueiro, Gustavo Henrique, que tem três gols. O alto defensor tem sido uma das armas ofensivas do Timão e estará em campo pelas oitavas de final.

Última derrota na Argentina pela Libertadores faz tempo 

Diante do Rosario, o Corinthians espera colher ao menos um empate para decidir a sorte em casa sem desvantagem, dia 20 de agosto. E o retrospecto recente da equipe em solo argentino injeta boas doses de otimismo na torcida. 

A vitória sobre o Platense, em 8 de maio, marcou a sexta partida consecutiva do Corinthians sem perder atuando na Argentina pela Libertadores. O último revés corintiano no país vizinho foi há mais de 13 anos, nas oitavas de final de 2013. Sob o comando de Tite, a equipe, que buscava o bicampeonato seguido, perdeu por 1 a 0 na ida para o Boca Juniors, na Bombonera. Para ter ideia da distância temporal, o adversário era liderado por Riquelme em campo e Carlos Bianchi, técnico mais vencedor da história da Libertadores com quatro títulos, estava no banco.

Na volta, um empate por 1 a 1 eliminou o Timão. Aliás, esse jogo ficou marcado por erros gritantes do árbitro Carlos Amarilla que jamais foram esquecidos pelos corintianos. O paraguaio deixou de assinalar dois pênaltis e anulou dois gols legítimos da equipe paulista. Na época, ainda não havia VAR. Além disso, essa foi a última vez que o Corinthians mandou jogo da Libertadores no Pacaembu. No ano seguinte, o clube inaugurou seu estádio em Itaquera e deixaria de atuar no palco municipal.

Seis jogos sem perder e somente um gol sofrido 

Após essa derrota para o Boca Juniors, o Corinthians foi à Argentina outras seis vezes pela Libertadores. Nessa sequência, foram três vitórias e três empates, com somente um gol sofrido – justamente em reencontro com o Boca, na Bombonera, no 1 a 1 da fase de grupos de 2022. 

Em 2015, o Timão derrotou o San Lorenzo por 1 a 0, mesmo placar do triunfo sobre o Independiente, no ano seguinte, também na etapa de grupos. Já em 2022, houve um segundo empate com o Boca, desta vez por 0 a 0, também no estádio em Buenos Aires, pelas oitavas de final, com o Alvinegro avançando de fase nos pênaltis. 

Na edição de 2023, o Corinthians arrancou empate por 0 a 0 com o Argentinos Juniors, no estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires. Por fim, a sexta partida dessa sequência em solo argentino foi o triunfo por 2 a 0 sobre o Platense, também na capital portenha. Embora Yuri Alberto tenha feito um dos gols desse jogo (o outro foi de Kayke), o destaque desse jogo foi Rodrigo Garro, único representante do badalado trio que estará em campo nesta noite. 

Lembrança feliz do único encontro com o Rosario 

O histórico do confronto entre Corinthians e Rosario Central resume-se a dois jogos. Ademais, os duelos aconteceram também nas oitavas de final da Libertadores e tiveram um desfecho positivo para o Timão. Pela edição de 2000, as duas partidas terminaram 3 a 2 – com vitória dos mandantes – e a equipe brasileira, então comandada por Oswaldo de Oliveira, avançou nos pênaltis. Na ocasião, o herói foi o goleiro Dida, que defendeu uma penalidade. 

Lamber as feridas e seguir sonhando 

O Corinthians inicia a luta por vaga nas quartas de final da Libertadores após uma semana de péssimas notícias, com a eliminação na Copa do Brasil e a saída de Memphis Depay. Assim, nem mesmo a vitória sobre o Red Bull Bragantino, fora de casa, pelo Brasileirão, mitigou o cenário. 

Dessa forma, o torneio continental tornou-se uma válvula de escape para a crise. Caso supere o Rosario, o Timão terá pela frente o argentino Estudiantes ou o chileno Universidad Católica nas quartas de final – na ida, houve empate por 1 a 1, na Argentina. Chegar à semifinal da Libertadores pela primeira vez desde o título de 2012 seria um afago enorme na autoestima alvinegra. Portanto, esse é o desafio posto a Fernando Diniz e seus comandados a partir da noite desta quinta.

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