O empate por 1 a 1 entre Cruzeiro e Flamengo, nesta quarta-feira (12), pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores, teve um lance que provocou opiniões divergentes entre especialistas em arbitragem. Aos dez minutos do primeiro tempo, Matheus Henrique disputou a bola com Bruno Henrique e acertou a perna do atacante rubro-negro com as travas da chuteira.
O árbitro argentino Yael Falcón Pérez mostrou apenas o cartão amarelo para o volante do Cruzeiro. Além disso, o VAR, comandado pelo também argentino Héctor Paletta, não recomendou uma revisão da decisão. A partir daí, especialistas analisaram se a entrada justificava ou não a expulsão.
Veja o lance:
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Renata Ruel e Paulo César defendem expulsão
Comentarista de arbitragem da ESPN, Renata Ruel considerou que Matheus Henrique cometeu uma infração classificada como jogo brusco grave e deveria ter recebido cartão vermelho.
“Matheus Henrique foi por cima e atingiu o Bruno Henrique com as travas da chuteira. Foi um contato pleno e, no momento do contato, ele atingiu com a perna esticada, o que aumenta a força. Jogo brusco grave, que é cartão vermelho”, afirmou.
Segundo Renata, a forma como o volante atingiu Bruno Henrique e o uso das travas foram determinantes para caracterizar a expulsão. Da mesma forma, Paulo César de Oliveira também considerou equivocada a decisão de campo. A opinião do ex-árbitro e comentarista foi apresentada pelo narrador Luís Roberto durante a transmissão da Globo.
Para PC, a intensidade e a maneira como Matheus Henrique atingiu Bruno Henrique justificavam o cartão vermelho. Assim, sua avaliação ficou alinhada à de Renata Ruel.
Ana Paula e Carlos Simon têm outra interpretação
Por outro lado, a ex-árbitra Ana Paula Oliveira avaliou que Falcón Pérez acertou ao aplicar apenas o cartão amarelo. Para ela, o lance aconteceu durante uma disputa de bola e não apresentou intensidade suficiente para uma expulsão.
“É uma disputa de bola. Sim, o Matheus vai para a disputa. Ele atinge com a trava da chuteira, mas não está com a perna esticada, está com a perna dobrada. É um toque e tira”, afirmou.
Além disso, Ana Paula destacou que não identificou força, velocidade ou intensidade suficientes para caracterizar uma entrada para cartão vermelho. Por isso, também considerou correta a atuação do VAR.
“Há o toque, temos a trava, porém é com intensidade média. O árbitro estava muito bem posicionado e aplicou o cartão amarelo corretamente. Acertou Falcão Pérez em manter o cartão amarelo e a equipe de VAR em não recomendar uma revisão”, completou.
Carlos Simon também defendeu a decisão da arbitragem. O ex-árbitro reconheceu que Matheus Henrique atingiu a canela de Bruno Henrique, mas considerou importante o fato de o jogador estar com a perna recolhida no momento do contato.
“Não tem força excessiva e, por isso, é cartão amarelo, bem aplicado pelo árbitro. Nessa jogada, Pulgar toca a bola, ela vai no peito do Léo Pereira e depois no braço. Pulgar está muito próximo e o braço do Léo Pereira se justifica para esse tipo de movimento. Por isso, não é pênalti”, afirmou.
Dessa forma, o lance dividiu os especialistas. Enquanto Renata Ruel e Paulo César de Oliveira entenderam que Matheus Henrique deveria ter sido expulso, Ana Paula Oliveira e Carlos Simon consideraram correta a decisão de Falcón Pérez pela manutenção do cartão amarelo.
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