Desde o retorno do calendário do futebol brasileiro, o Palmeiras ainda não conseguiu reencontrar o bom futebol de antes da Copa do Mundo. Assim, um dos pontos que chama a atenção do torcedor é a queda brusca de rendimento do setor defensivo, que tem ficado mais exposto e sofreu dez gols em oito partidas (1,25 por jogo). Antes da pausa, o time havia sofrido 28 gols em 38 jogos, com média de 0,73 por partida.
Com o fim do Mundial, Abel Ferreira optou por um esquema com três zagueiros, entretanto não tem todos os defensores à disposição desde o duelo com o Coritiba, em julho. Diante do Fluminense, no Maracanã, o português voltou a escalar uma linha de quatro jogadores, mas não conseguiu segurar o resultado e tomou a virada nos minutos finais, com gol de Cano.
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Opção por três zagueiros
Na coletiva de imprensa, o técnico fez questão de citar que a falta dos três zagueiros tem pesado. Afinal, com a chegada de Barboza, a escolha por três homens visa melhorar a qualidade na saída de bola e um time mais móvel.
“Faltaram os três zagueiros… Faltaram os três zagueiros. Se tivéssemos três zagueiros hoje, não sofríamos gol”, disse.
“Nos momentos difíceis, precisamos estar unidos. Está tudo em aberto. Foi um resultado que não queríamos. Foi um jogo difícil, em um gramado que é difícil de jogar. Aos 82 minutos, o Palmeiras estava ganhando por 2 a 1 e sabemos quem marca quem, quem tem que marcar na área. Foi uma falha individual e coletiva nossa.”, frisou.
“Acho que é muito fácil olhar para aquilo que aconteceu depois do 2 a 1. Se olharmos para o momento, estamos mal, individual e coletivamente. No final, fazemos as contas e vemos se ainda estamos em condições. Na pergunta que você me fez, parece que perdemos o título hoje. Em relação à quarta-feira, vamos nos preparar para estarmos na próxima fase”, completou.
Mais alternativas para jogo decisivo
Em apenas um dos oito jogos, Abel teve todos os principais zagueiros à disposição. Seja por problemas físicos, lesão ou suspensão, os desfalques pesaram. Agora, no jogo de volta das oitavas de final, quarta-feira (19), às 19h (de Brasília), a tendência é que tenha Gustavo Gómez, Barboza, Murilo, Bruno Fuchs e Benedetti, todos prontos para disputar a partida no Paraguai.
O paraguaio foi uma das ausências mais sentidas pelo sistema defensivo. Titular absoluto, o jogador teve uma lesão no músculo posterior da coxa direita e ficou afastado por quatro partidas. Começou no banco contra o Cerro e foi titular diante do Tricolor de Laranjeiras. Bruno, por sua vez, teve apendicite, enquanto Barboza apresentou um trauma no pé esquerdo.
Dessa forma, o Alviverde empatou por 1 a 1 com o Cerro Porteño no jogo de ida, em São Paulo, e precisa vencer na Nueva Olla, em Assunção, para avançar às quartas da Libertadores. Por fim, um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
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