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Mauro Galvão vê Ramon utilizado como 'escudo' e crê em final de ano digno do Vasco com Sá Pinto

Ex-zagueiro foi capitão do Vasco na conquista da Libertadores de 1998 e um dos líderes do elenco vitorioso do Gigante da Colina entre os anos de 1997 e 2000

Capitão do Vasco na conquista da Libertadores em 1998, Mauro Galvão era sinônimo de segurança para a defesa vascaína
Capitão do Vasco na conquista da Libertadores em 1998, Mauro Galvão era sinônimo de segurança para a defesa vascaína -
Rio - Capitão do Vasco na conquista da Libertadores de 1998, título mais importante de história do clube, Mauro Galvão fez parte de uma das equipes mais vitoriosas do Cruzmaltino, entre os anos de 1997 e 2000. Ainda longe de voltar aos dias de glória, a equipe de São Januário começou bem o Brasileiro, mas neste momento voltou a flertar com a briga contra o rebaixamento. Na opinião do ex-zagueiro, o treinador Ricardo Sá Pinto deve ter tempo para trabalhar.
"O momento atual do Vasco não é o melhor. O Vasco começou bem no Campeonato Brasileiro, mas acabou perdendo o fôlego e Ramon foi demitido. Com a chegada do Ricardo, temos que dar tempo para que possa desenvolver o trabalho e conhecer o elenco, o que não é muito simples. E tudo isso em um espaço curto de tempo pela maratona de jogos. Não é um momento muito bom, mas os jogadores vão ter que superar isso tudo e tentar fazer as coisas mais simples possíveis para obter resultado", afirmou.
Em 2020, o português já é o terceiro treinador do Vasco. Abel Braga começou o ano e deixou a equipe ainda durante a disputa do Carioca, em março, antes da paralisação por conta da pandemia. Já Ramon Menezes, que atuou com Mauro Galvão, nos anos 1990 e 2000, acabou demitido após uma sequência negativa. Na opinião do ex-capitão, o ex-meia foi utilizado como escudo para o momento de instabilidade do Cruzmaltino.
"Desde que o Ramon foi efetivado como treinador do Vasco, eu sempre toquei no ponto de que ele precisaria de reforços. Treinador não é mágico. Se não tem jogador, não tem muito o que fazer. A exigência do Brasileiro é muito grande. A cada rodada enfrenta um time forte e as coisas só pioram se não tiver elenco para suprir as necessidades ao longo do campeonato", prosseguiu.
"Não foi o que aconteceu. Colocaram o Ramon e acharam que faria o milagre de transformar jogadores ruins em jogadores bons, isso não existe. Agora com a chegada do Ricardo, a expectativa é que o Vasco contrate alguns jogadores. Mas o problema é quem vai decidir quem são os novos atletas. Um treinador saiu e outro acabou de chegar. Quem está fazendo essa avaliação? Eu não sei", questionou.
Sobre o futuro da equipe em 2020, Mauro Galvão afirmou que é bastante complicado fazer um prognóstico positivo. Apesar disso, o ex-zagueiro crê que Ricardo Sá Pinto pode fazer o Vasco terminar o ano de forma digna.
"É muito difícil. A gente sempre espera o melhor e que o Vasco possa fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, brigando por uma Sul-Americana. E ao mesmo tempo, na Sul-Americana, tentar chegar mais longe possível. Nesse momento, não vejo muitas condições de fazer uma previsão muito otimista, mas acredito que o Vasco possa terminar o Brasileiro de forma digna e fazer o que puder na Sul-Americana", opinou.
Sobre o ambiente político do Vasco, Mauro Galvão disse esperar um resultado positivo para o futuro do clube e afirmou que independente da chapa vitoriosa, os jogadores não devem deixar que o resultado interferira dentro de campo. Por conta da pandemia, a temporada no futebol sul-americano vai até o fim de fevereiro e as eleições no clube acontecem em novembro.

"A situação do Vasco não é a das melhores dentro de campo. A gente espera que a eleição ocorra da melhor forma possível e que seja eleito aquele que for o mais votado. Os jogadores não tem que se meter nisso, eles já tem muita coisa para se preocupar. O melhor que eles podem fazer é ajudar o Vasco dentro de campo, porque aquilo que está acontecendo fora não vai mudar em nada o que está acontecendo dentro de campo", concluiu.
*Estagiário sob a supervisão de Pedro Logato