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CANTE O SAMBA

Velas ao mar, que o vento leve...

Nos mares da insanidade, naveguem

Delírios, sonhos, devaneios...

Por sete anjos me guiei

Num sopro divino,
segui peregrino, andei...

E não me fiz entender

Pensamento aprisionado
por meus irmãos

Na mente à procura de ser

Enviado pela voz,
o "Rosário" da razão

Mas a arte irrompe a pele

Bordando o destino, a direção

O bem e o caos, rainha ou peão?

No "Bispo", senhor, a salvação!

Um inventário em jogo,
à luz dos olhos teus...

Ao tabuleiro, as mãos de Deus!

Parti pra fazer a minha chegança

O mundo, enfim, pude recriar

A emoção dos tempos

de infância

Sagrado samba

que faz relembrar:

O manto e suas coroas

Tambores em procissão

Quilombos e cabaças

Alma do sertão

Sou mais um negro

Orgulho dos meus ancestrais

A vida eu colori de paz

Nas páginas brancas da memória

Tingi de verde a minha história

Resgata, Cubango, o

meu grande amor

Insano... Nessa Avenida eu vou

Trançando em arte
o sentimento mais profundo

Eu sou o Rei
que bordou o mundo

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