Quinze pessoas acusadas de integrar a quadrilha do ex-PM Antônio Eugênio de Souza Freitas, o Batoré, foram condenadas ontem pela na 17ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça. A pena de Batoré é de 319 anos de prisão. Irmãos e sua mulher estão entre os condenados.
Na sentença, consta que Batoré trabalha com o traficante Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu. O juiz destalhou que a dupla forma um grande conglomerado no bairro da Ilha do Governador.
Os crimes pelos quais o grupo foi condenado são: extorsão com arma de fogo, organização criminosa, lavagem de dinheiro, incêndio e falsidade ideológica. Em maio do ano passado, durante um plantão judiciário, Batoré foi solto por decisão do desembargador Guaracy Viana e agora é considerado foragido.
Investigações do Ministério Público mostraram que Batoré continuou a rotina de crimes depois de ser solto e que leva uma vida sossegada na Ilha do Governador.
Entre as fontes de renda de Batoré está a exploração de uma cooperativa de vans, por isso ele contaria com parentes e amigos. Há relatos de que Batoré levaria motoristas que não pagavam taxas exigidas por ele para o Morro do Dendê. Parte do dinheiro arrecadado com os motoristas iria para Guarabu, chefe do tráfico na região que está foragido há 15 anos.
O Disque-Denúncia oferece R$ 30 mil por informações que ajudem na prisão de Guarabu.

