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Mais um temporal atinge Belo Horizonte durante a noite e aumenta número de mortos

Um homem morreu no desabamento de uma casa em Nova Lima, na Região Metropolitana da capital. Uma mulher está desaparecida na cidade de Tabuleiro, na Região da Zona da Mata do estado

Principal causa dos óbitos foram situações de desabamento, desmoronamento e soterramento
Principal causa dos óbitos foram situações de desabamento, desmoronamento e soterramento -
Belo Horizonte - A cidade de Belo Horizonte enfrentou mais um temporal na noite de terça-feira e o número de mortes em decorrência das chuvas aumentou para 52. 
Um homem morreu no desabamento de uma casa em Nova Lima, na Região Metropolitana da capital. Uma mulher está desaparecida na cidade de Tabuleiro, na Região da Zona da Mata do estado.
A cidade amanheceu com estragos em diversos pontos. Uma cratera se abriu na Avenida Tereza Cristina, uma das principais vias de BH.
No fim da tarde de terça-feira, o número de mortos em decorrência das chuvas em Minas Gerais era de 52. De acordo com o balanço, 42 pessoas morreram soterradas ou em desmoronamentos e deslizamentos. Oito vítimas foram arrastadas pelas águas e duas morreram afogadas. Treze mortes aconteceram em Belo Horizonte. Há 28.893 desalojados no estado e 4.397 desabrigados. Uma pessoa está desaparecida e 65 feridos. Ainda segundo o balanço, 101 cidades tiveram situação de emergência decretada pelo Estado. Outros 20 municípios também declararam situação de emergência e outros três de calamidade pública.

Moradores de áreas de risco em Belo Horizonte passaram a terça-feira recuperando objetos e limpando a sujeira do desabamento de um barranco no bairro Carlos Prates, não querem deixar os imóveis mesmo diante da ameaça de mais chuva na capital mineira. Vivendo na região há quase 40 anos, Jair Urubatan de Araújo, de 67 anos, alega que não vai sair. "É a gente sair e o ladrão entrar", afirmou. Mesmo diante da apreensão de eventuais desabamentos na área, o eletricista e pintor afirmou que a família está limpando os estragos, mas não quer deixar a casa. "Deixo o carro pronto na rua e se ouvir qualquer barulho, a gente sai correndo", afirmou. "Mas não vamos sair, não", disse.

Para a vizinha Francisca Araújo de Oliveira, de 74 anos, o dia foi de expectativa para voltar à casa, destruída pelo barranco na última sexta-feira. Aposentada, ela foi abrigada na casa de amigos no alto do morro que teve parte destruída. "Quero voltar pra minha casa", contou ela ao Estado. Francisca disse que foi resgatada pelos Bombeiros minutos antes da terra descer. Ela escapou, mas perdeu toda a criação de galinhas e pintinhos que tinha na casa, localizada no pé do morro.

A Defesa Civil de Minas Gerais aconselha os moradores a deixarem as casas de áreas perigosas. Na terça, agentes da Defesa Civil percorriam o bairro atingido para entregar cestas básicas aos moradores. De acordo com uma agente, as casas afetadas no alto do morro do Beco dos Cristais não devem voltar ao local por causa do risco de novos deslizamentos.