Rio – A 34ª Vara Criminal do Rio concedeu, nesta sexta-feira (21), liberdade ao ex-vereador Gabriel Monteiro Ele está preso no Complexo de Bangu 8, na Zona Oeste, desde novembro de 2022.
De acordo com denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual (MPRJ) em 2022, Gabriel - que já havia perdido o mandato de vereador por quebra de decoro quando foi preso - forçou uma mulher a ter relações sexuais usando violência física (como tapas no rosto) e sem uso de preservativo após deixarem uma boate na Barra da Tijuca, Zona Oeste, em 15 de julho daquele ano. Um exame médico posteriormente comprovou que a vítima foi infectada pelo vírus do HPV, uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível) também conhecida como papilomavírus humano.
Ainda segundo a denúncia do MPRJ, Gabriel convidou a vítima e uma amiga dela para a casa de um amigo dele. Na residência, subiu com a mulher para um dos quartos e solicitou que a amiga os aguardasse.
No quarto, após a vítima, assustada, manifestar o desejo de sair, Gabriel trancou a porta, retirou uma arma da cintura e a passou no rosto dela, com o intuito de forçar uma relação sexual.
Já com a vítima sem as roupas, Gabriel a empurrou com força sobre a cama e iniciou a relação sexual fazendo uso de violência e sem preservativo, embora a jovem tivesse insistido pelo uso.
No fim de 2022, o TJRJ decretou a prisão preventiva de Gabriel Monteiro pelos crimes de violação sexual mediante fraude e assédio sexual contra seus ex-assessores.
Oito meses depois de ser preso, a Justiça do Rio o condenou por abuso de poder contra médico da UPA de Senador Camará, além de pagar uma indenização de R$ 20 mil ao profissional Hilmar Dias Ricardo, que trabalhava na unidade de saúde da Zona Oeste.
Já em dezembro do ano passado, foi condenado a um ano de detenção, mais o pagamento de 360 dias/multa, por infringir normas sanitárias durante a pandemia de covid-19 ao invadir um hospital. A sentença, proferida pela juíza Maria Tereza Donatti na última terça-feira, 17, foi revertida pela magistrada em prestação de serviços comunitários.
A reportagem tentou contato com a defesa de Gabriel Monteiro. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.