Rio - Um dia após a megaoperação mais letal da história do Rio, dezenas de corpos foram retirados de área de mata dos complexos da Penha e do Alemão pelos próprios moradores e colocados na Praça São Lucas, na Penha, na manhã desta quarta-feira (29). No local, familiares reconhecerem alguns dos corpos.
Sentada ao lado do corpo de um dos corpos, uma mãe chorou a morte do filho, que tinha envolvimento com o tráfico. Desesperada, ela prometeu às netas que cuidaria delas a partir de agora. Revoltada, ela beijou o corpo do filho, identificado como Fábio Francisco, e pediu por justiça.
“Eles [a polícia] estão sendo treinados para matar. Eles não podem destruir tantas vidas, tantas famílias, e ficar por isso mesmo. Todo mundo aqui tem que se manifestar. Eles têm que pagar por isso”, lamentou a mãe, enquanto beijava o rosto do filho.
Ao lado da sogra, Caroline, mulher de Fábio, também lamentou. De acordo com a família, o suspeito estava pronto para se entregar quando teria sido morto pela polícia. “Ele estava encurralado e se entregou. Ele pediu para se entregar, e o povo viu ele saindo vivo, mancando, porque tinha levado um tiro no pé. Ele tinha me falado que levou o tiro bem cedo e que estava bem. Ele pediu para a gente subir. Nós subimos e fomos recebidos com gás lacrimogêneo e vários tiros. Ele só queria se entregar. Ele se entregou e fizeram isso”, criticou a viúva.
No local, uma equipe do DIA registrou a movimentação. Segundo familiares, ainda há outros corpos na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde ocorreram os principais confrontos.
A maioria dos corpos colocados na praia tinha marcas de tiros no peito, cabeça e na barriga. O transporte dos cadáveres até o local foi feita com caminhonetes da própria população durante a madrugada. Horas depois, viaturas da Defesa Civil iniciaram, durante a manhã, a retirada dos corpos rumo ao Instituto Médico Legal, no Centro.
“Eles [a polícia] estão sendo treinados para matar. Eles não podem destruir tantas vidas, tantas famílias, e ficar por isso mesmo. Todo mundo aqui tem que se manifestar. Eles têm que pagar por isso”, lamentou a mãe, enquanto beijava o rosto do filho.
Ao lado da sogra, Caroline, mulher de Fábio, também lamentou. De acordo com a família, o suspeito estava pronto para se entregar quando teria sido morto pela polícia. “Ele estava encurralado e se entregou. Ele pediu para se entregar, e o povo viu ele saindo vivo, mancando, porque tinha levado um tiro no pé. Ele tinha me falado que levou o tiro bem cedo e que estava bem. Ele pediu para a gente subir. Nós subimos e fomos recebidos com gás lacrimogêneo e vários tiros. Ele só queria se entregar. Ele se entregou e fizeram isso”, criticou a viúva.
No local, uma equipe do DIA registrou a movimentação. Segundo familiares, ainda há outros corpos na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde ocorreram os principais confrontos.
A maioria dos corpos colocados na praia tinha marcas de tiros no peito, cabeça e na barriga. O transporte dos cadáveres até o local foi feita com caminhonetes da própria população durante a madrugada. Horas depois, viaturas da Defesa Civil iniciaram, durante a manhã, a retirada dos corpos rumo ao Instituto Médico Legal, no Centro.
De acordo com números oficiais disponibilizados pelo governo do estado, 119 pessoas foram mortas na ação, sendo quatro policiais.
Procuradas pelo DIA, as polícias Civil e Militar não responderam aos questionamentos da reportagem até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.
*Colaborou: Reginaldo Pimenta

