Rio - Uma mulher foi morta a facadas, na manhã desta quarta-feira (7), na Rua José dos Reis, no Engenho de Dentro, na Zona Norte. Um agente de segurança aposentado atirou no autor, que precisou ser levado a um hospital sob custódia.
Segundo a Polícia Militar, agentes do 3º BPM (Méier) receberam uma informação de feminicídio no endereço, que é uma das ruas do entorno do Estádio Nilton Santos. No local, o agente de segurança aposentado disse aos policiais que prestou auxílio à Marcelly Lorrayne da Silva Passos, de 28 anos, e que atirou na direção de Cristiano Arantes dos Santos quando viu a mulher sendo atacada.
A vítima morreu no local. Já o agressor, que era ex-namorado de Marcelly, acabou sendo atingido por um dos disparos e, posteriormente, foi preso pela equipe do 3º BPM.
Cristiano foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, ainda na Zona Norte, onde encontra-se sob custódia. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o estado do homem é estável.
Familiares e amigos destacam que o relacionamento de Marcelly e Cristiano era tranquilo. A mulher nunca reclamou sobre a relação, que durou um ano e terminou há dois meses. Nesta segunda-feira (6), o autor chegou a ligar para o pai da mulher pedindo ajuda na reconciliação.
"Sempre foi um relacionamento tranquilo. Ela nunca falou nada. Se aconteceu alguma coisa, ela realmente guardou. Ela alegou que terminaram porque ele ia viajar e ela não poderia ir porque estava trabalhando. Já era a segunda vez que ele fazia isso, foi a gota d’água", disse Suelen Moraes, amiga da vítima.
Marcelly deixou um filho de 9 anos. Ela, que trabalhava em uma loja de aluguel e venda de equipamentos para construção civil, limpeza e jardinagem, era definida como uma pessoa extrovertida e parceira.
"Era uma menina linda, aquela pessoa que se precisasse ia estar ali com você. Sempre estava com um sorriso largo no rosto", completou a amiga.
Segundo a Luana de Paula, prima da vítima, a família não acreditou com a notícia da morte, pois Cristiano era uma pessoa tranquila e carinhosa. "Minha mãe me ligou e eu vim pra cá, ninguém acreditou. Eu nem sabia que eles tinham terminado. Ela nunca reclamou. Era uma menina super família, realmente muito caseira", destacou.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Ainda não há informações sobre o enterro da vítima.
*Colaboração de Érica Martin

