Aeroporto de Guarulhos tem 820 presos e 4 toneladas de drogas apreendidas em 2025 pela PF

A Polícia Federal prendeu 820 pessoas e confiscou quase quatro toneladas de drogas no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ao longo de 2025, segundo o balanço operacional divulgado pela corporação nesta segunda-feira, 12.

A maior parte das ocorrências esteve ligada ao tráfico internacional de entorpecentes no principal terminal aéreo do país, palco de um embate sem tréguas entre o tráfico e a PF - diariamente, os federais flagram passageiros denominados 'mulas' que, a mando e pagos pelo tráfico internacional, tentam embarcar ou chegam do exterior carregando porções de drogas.

Para tentar driblar a fiscalização e escapar da malha fina dos federais, os 'soldados' do tráfico se valem de métodos criativos, ocultando o entorpecente em livros, roupas, fundos falsos de mochilas, bonecas, sapatos, malas e até edredons. Em 2025, muitos expuseram a própria vida engolindo cápsulas de cocaína.

Os principais alvos das apreensões foram os derivados de THC - substância psicoativa da maconha - como haxixe e skunk, que responderam por 52% do total recolhido pela PF. "O volume de THC apreendido supera em mais de quatro vezes o maior quantitativo já registrado anteriormente no aeroporto", registrou a instituição em nota.

Já a cocaína, que tem a Europa como destino predileto do tráfico segundo os federais, representou 46% das apreensões. O método de ingestão de cápsulas da droga levou à prisão 187 pessoas.

Ao todo, 451 pessoas foram presas em 2025 nas dependências do Aeroporto de Guarulhos por tráfico internacional de drogas. O cumprimento de mandados de prisão também teve resultado expressivo, com 307 capturas. Outros 62 foram flagrados por diferentes crimes, com predominância de contrabando, descaminho e uso de documentos falsos.

Outro dado relevante, segundo a PF, foi a "redução significativa" nos pedidos de refúgio protocolados no aeroporto em 2025. Foram registradas 458 solicitações, número consideravelmente inferior ao observado em anos anteriores. "A diminuição é atribuída a medidas adotadas para coibir o uso do Brasil como rota de imigração irregular para outros países", explicou a corporação.

Para a PF, "os dados refletem uma atuação contínua e integrada, que alia o uso de tecnologia, sistemas de inteligência, equipamentos especializados e cooperação com órgãos nacionais e internacionais".

"As operações abrangeram toda a área aeroportuária, incluindo fiscalização de passageiros e bagagens, controle migratório, porões de aeronaves, pátio, terminal de cargas e cumprimento de mandados judiciais".