Rio - O inspetor de Polícia Penal morto em uma tentativa de roubo a motocicleta compartilhava sua paixão pelo veículo nas redes sociais. Denilson Ribeiro Dias, 49, foi abordado e baleado por criminosos dentro do Túnel da Covanca, na Linha Amarela, neste sábado (31). A vítima chegou a ser encaminhada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Em seu perfil no Instagram, Denilson aparece em fotos e vídeos pilotando motos e descreve o hobby como "paixão". O policial penal também costumava publicar imagens da rotina de treinos com diferentes exercícios físicos, além de registros ao lado do filho, de familiares, amigos e em viagens. Outras publicações mostram o inspetor usando uniforme e distintivo da Secretaria de Estado de Administração Penal (Seap) e em serviço.
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Em comentários nas redes sociais, amigos de Denilson lamentaram a morte. "Fiquei triste com sua partida, meu amigo. Homem trabalhador, gente boa... que Deus possa te receber e que a justiça venha ser feita", disse uma pessoa. "Deus conforte o coração da família e dos amigos de corporação. Mais segurança para quem protege vidas", pediu outra. "Triste ver mais um pai, servidor, policial, tombar em nossa cidade!", desabafou mais um.
O policial penal morreu após ser baleado durante uma tentativa de roubo de moto. Ele foi abordado dentro do Túnel da Covanca, no sentido Fundão, trocou tiros com os criminoso e acabou atingido. Ele chegou a ser socorrido por equipes da concessionária Lamsa e levado ao Hospital Salgado Filho, no Méier, Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos.
A mulher do agente, que estava na garupa, não ficou ferida, mas foi encaminhada ao mesmo hospital, onde precisou ser internada, em estado de choque. Segundo a Seap, os bandidos levaram a arma do agente. "Neste momento de dor, a Seap se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda de Denilson Ribeiro Dias, expressando profundo pesar e reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à segurança pública do estado", afirmou a pasta.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Até o momento, não há informações sobre horário e local do sepultamento do inspetor.

