A agente comunitária Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 27 anos, assassinada pelo ex-companheiro à queima-roupa em Quintino, Zona Norte, quarta-feira, foi definida por amigos como uma pessoa dedicada e uma profissional preocupada com a saúde da população na região.
Amanda foi executada a tiros na Rua Clarimundo de Melo, a poucos metros da Clínica da Família Carlos Nery da Costa Filho, onde trabalhava. Uma câmera de monitoramento flagrou Wagner Beserra de Araújo sacando uma arma e atirando contra a vítima após uma discussão. Ela, que tinha medida protetiva contra o ex, chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde da região, mas não resistiu. Wagner foi preso em flagrante horas depois.
A família de Amanda afirmou que Wagner a ameaçava corriqueiramente após o término da relação. "Um crime premeditado. Ele armou tudo e não teve nenhum arrependimento", disse o pai de Amanda, o bombeiro hidráulico Marcos Antônio Santos, que esteve com a tia da vítima, a auxiliar de cozinha Patrícia Loureiro da Silva, na manhã de ontem na 29ª DP (Madureira), responsável pelo caso.

