Tata Tancredo - O Papa Negro no Terreiro do Estácio

Macumba é macumba, canjerê,
mojubá

Macumba é macumba, firma ponto no gongá

Kolofé, saravá Omolokô

No terreiro de Tancredo, a Estácio
incorporou

Oh, Tata!

Traz a guia de miçanga

Pra quem é da nossa banda, a demanda enfrentar

Oh, Tata!

Salve a linha de umbanda e a bandeira de Oxalá

Naquele tempo de malandro e
meganha

Eu usei lata de banha pra fazer o
instrumento

Ensinamento pro São Carlos que subia

A ladeira todo dia encarando o
regimento

Tancredo, o bastião e testemunha

O primeiro fundamento da curimba e da mumunha

Atabaques no terreiro. Na porteira, o guardião

Uma vela no cruzeiro, duas velas
pro leão

Chegou general da banda, azeitado no dendê

Na canjira galo canta, Cantagalo eu quero ver

Vai nas ondas do mar

Yemanjá ganhar presentes de fé

Todo povo da cidade num só canto

Contra o quebranto firma no
batuquejê

Ao papa negro, mandingueiro,
de arerê

Quem é de santo, veste branco e
vai dizer

Coisa de acender, pemba de riscar

Folha e feitiço pra cura

Coisa de acender, pemba de riscar

Banho de folha e feitiço pra curar