Rodrigo Bacellar e TH Joias são indiciados pela Polícia Federal

Investigações apontam suspeita de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho

TH Joias foi preso em setembro do ano passado
TH Joias foi preso em setembro do ano passado -
Rio- A Polícia Federal indiciou o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o ex-deputado Thiago Raimundo de Oliveira Santos, mais conhecido como TH Joias, e outras três pessoas sob suspeita de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho.

Bacellar foi preso na "Operação Unha e Carne", da Polícia Federal, mas deixou a prisão no dia 9 de dezembro após decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e afastamento da presidência da Casa.

Ele é suspeito de participar do vazamento de informações que teria levado à obstrução da investigação da "Operação Zargun", responsável pela prisão de TH Joias. De acordo com as apurações, ele utilizou o mandato de deputado estadual — do qual foi destituído — para intermediar a compra e a venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados a comunidades controladas pelo CV.

TH Joias e outras 14 pessoas foram no início de setembro. No mesmo dia, o deputado foi destituído do seu cargo e indiciado pelos crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de armas e drogas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, contrabando, exploração clandestina de telecomunicações, evasão de divisas, violação de sigilo profissional e embaraço à investigação de organização criminosa.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram um esquema de corrupção envolvendo a liderança do CV no Complexo do Alemão, o traficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e agentes políticos e públicos. A corporação informou que a organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais do Comando Vermelho.
Em nota, a defesa de Bacellar informou que "inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas". Veja a nota completa.
"Em relação ao presidente da Assembleia Rodrigo Bacellar inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas. Dessa forma, arbitrário e abusivo o indiciamento efetivado, realizado muito mais para justificar a ação açodada da Autoridade Policial, do que respaldada em elementos sérios e comprometedores", afirmou.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de TH Joias.