Empresas criadas para lavar dinheiro

As apurações revelaram que o esquema era liderado pelo delegado e outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício.

A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários.

A inteligência financeira da PF detectou que os agentes investigados apresentam movimentação patrimonial milionária incompatível com seus vencimentos. Para esconder a origem do dinheiro ilegal, a quadrilha contava com empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial.